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Carnavais Dragões da Real

Carnavais Dragões da Real (17)

Quinta, 09 Fevereiro 2017 12:24

2017 - Dragões canta Asa Branca

Escrito por
Na noite do último sábado (16), a Escola de Samba Dragões da Real, do grupo especial do carnaval de São Paulo, abriu as portas de sua quadra social, para realizar mais um grande ensaio geral rumo ao carnaval 2016. Há menos de um mês do desfile de carnaval, com a quadra lotada e muito alto astral, a agremiação que é presidida por Renato Remondini, fica situada no bairro da Vila Anastácio, na zona oestedacapital paulista, e ensaiou ao som da 'Bateria Ritmo que Incendeia' que possui no comando o Mestre Tornado.

 

PREFÁCIO

Obrigado, Natureza

…pela Mãe que você me deu… por todas as Mães do mundo…
…pelas brancas, de pele alvinha… pelas pardas, morenas e escurinhas…
…pelas ricas e pelas pobrezinhas…

Obrigado pelas Mães que o universo semeia…

…no mundo animal… lutas incondicionais…
…na imensidão do mar… não parar de ensinar e vigiar…

Obrigado pelas Mães do meu Dragão

…guerreiras e conselheiras… não escondem a emoção…
…ao contemplar meu pavilhão…

Na busca de um carnaval alegre, divertido e que nos traga emoção, a Dragões da Real viu-se diante de um tema absoluto e muito valioso para todos nós: as Mães. Ser Mãe é o dom mais bonito que um ser humano pode ter.

Neste cenário, em que milhões de pessoas vislumbram-se no maior espetáculo da terra, todos nós nos identificaremos com elas que são exemplos de vida, capacidade, luta, amor e dedicação. Com muito humor e respeito, refletindo sua inegável importância.

Mães, avós, bisavós…Mulheres que atravessaram gerações aperfeiçoando suas técnicas domiciliares e profissionais, evoluindo e nos evoluindo. Na pequena grande obra de nascer, crescer e viver, quantas lições devemos ensinar, porém, com elas muito mais aprender.

ENREDO

A natureza é a Mãe de todos, e a todos trata com cuidado, pois como toda Mãe que ama, quer seus filhos abençoados. Mãe Natureza, tem o segredo da vida dentro de seu interior, de reproduzirem seu ventre outra luz com seu devido valor. Somos todos filhos desta grandiosa Mãe, que tudo nos dá, pois este é o ciclo da vida.

É maravilhoso observar dentro desse sistema outras Mães com suas formas peculiares de criação e defesa: Mãe Primavera em flor prestes a germinar, nos animais cada um em seu habitat para a espécie preservar; Cavalo Marinho no qual o pai faz as vezes da Mãe; Canguru com seus filhos no bolso; Tarântula que leva seus ovos nas costas; e o Elefante, a maior gestação do planeta.

Para as Mães Natureza a batalha, a defesa, são sinais de decisão e sobrevivência. Mãe personalidade, Mãe beleza que nunca perde sua vaidade, sempre está bonita, até nas tarefas do lar nunca deixa de se cuidar. Mãe lutadora e companheira que planta o trigo e prepara o pão, que faz o pano que agasalha, trançando o fio do algodão.

Mãe educadora que ensina, Mãe da comunicação. Mãe do trabalho, que não mede esforços para nos amparar, pedra por pedra a alta muralha, ergue-se o lar aos ermos do chão. Mãe da saúde, remédio caseiro e doses de carinho para seu filho curar.

Nunca fogem da luta, pois não tem nada que uma Mãe não possa enfrentar, mesmo a vida sendo uma áspera batalha, em que a arma rude é a rude mão. Mães da escola de samba que sacodem o terreirão. Mães de todos nós, Mãe das Mães Mãe dos filhos, Mãe-pai, duas vezes Mãe

Marcadas pela fé, são as Mães da Sé, nome popular da Associação Brasileira de Busca a Crianças Desaparecidas (ABCD). O nome originou-se no fato de que uma vez por semana Mães de crianças desaparecidas reúnem-se em frente à Catedral da Sé, no centro de São Paulo com o mesmo objetivo: encontrar seus filhos queridos desaparecidos.

Mães Pretas, escravas santas que por Deus são abençoadas. Já deram vidas a muitas crianças, até mesmo a crianças enjeitadas, filhos de brancos – seus patrões – que por elas foram alimentadas. Mães de Fé, marcadas pela religiosidade usam seu lado de intuição e conhecimento. As Mães de Santo, Iyalorixá, sem querer ouvir, sem querer olhar, cuidam de seus filhos através de seus orixás. Mães mais do que Especiais perseverantes e persistentes de um amor incondicional. E salve as Mães de Criação, verdadeiras Mães de Adoção. Em casa à tarde fazem sua oração, para agradecer a Deus o trabalho do dia, agradecem o fato de serem Mães, com felicidade e alegria, rezando assim uma “Ave Maria”.

Viva a Mãe do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, agradecemos-lhe por nossa prece atendida.

No humor, as Mães também estão lá. No ring e na arena, ao ver seu filho apanhar, quer bater em quem se aproximar. Há as que digam: “ depois que filho pari nunca mais minha barriga enchi! “. Muitos falam mal ou até bem, porém cada um sabe a sogra que tem.

Mãe de Juiz, ofendida a cada partida e ainda diz que seu filho é amado e querido. Mãe polvo, é preciso ter muitos braços para cuidar e proteger seus filhos!

Mãe do silêncio, Mãe dos doentes e dos sãos. Mãe que abraça e afaga

As Mães queridíssimas que já partiram, as Mães em oração. Com certeza mãe é a forma que deus encontrou para poder representar o amor. A Dragões da Real, feliz nesta homenagem entende que, mais do que ninguém você, Mãe, é a pura realização, dando mais emoção aos sonhos do meu Dragão.

E salve todas as Mães, a todas mesmo, sem exceção !!

MONTAGEM TÉCNICA DO DESFILE

COMISSÃO DE FRENTE

CARRO 01 – ABRE ALAS – MÃE NATUREZA

ALA 01 – Ciclo da Vida

1 casal MSPB

ALA 02 – Mãe Primavera

* Bateria*

ALA 03 – Cavalo Marinho

ALA 04 – Canguru

ALA 05 – Tarântula

ALA 06 – Luta e Sobrevivência

CARRO 02 – MÃE BATALHADORA (DEVERES DE MÃE)

ALA 07 – Salve a Beleza

ALA 08 – Nutri e Agasalha

2 casal MSPB

ALA 09 – Medicina Caseira

ALA 10 – Teto Seguro (casa de Mãe)

ALA 11 – Mãe Mestra – primeira a educar

ALA 12 – Mães do Samba (baianas)

CARRO 03 – CORAÇÃO E DEVOÇÃO – FÉ

ALA 13 – Fé e Devoção

ALA 14 – Mães Preta – amas de leite

3 casal MSPB

ALA 15 – Mães de Santo

ALA 16 – Mães Mais que Especial

ALA 17 – Mães de Adoção

CARRO 4 – HUMOR

ALA 18 – Ring – Mães de Atleta

ALA 19 – Sogra – Segunda Mãe

ALA 20 – Mãe de Juiz

*Bateria*

ALA 21 – Passistas

ALA 22 – Mãe Polvo – Muitos Braços para Proteger

ALA 23 – Maes em Oração

CARRO 5 – MÃES DA DRAGÕES

ALA 24 – Convidados

ALA 25 – Obstetras (bateria)

 

Sábado, 01 Janeiro 2011 11:55

2011 - A felicidade se conta em contos

Escrito por

 

Prefácio

É incrível a capacidade do homem em sonhar.
É através de uma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e ser, podendo assim sorrir, rir, suscitar o imaginário.

Falar de um conto é um desafio fantástico, marcando muitas vezes a passagem de um estágio da vida para outro, como o fim da infância e o início da vida adulta. Certos valores não estão só no tempo que duram, mas também na intensidade com que acontecem.

“Por isso existem contos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e momentos incomparáveis” (Antonio Bandeiras).

Cabe a nós a preservação desta preciosidade……”despertando em nosso inconsciente, emoções vividas em diferentes épocas e lugares, nos permitindo ir e vir no tempo” (Paulo Barros).

A imaginação facilita a compreensão das crianças, pois elas vêem diferente o mundo, reinventando assim a infância, alcançando facilmente a Felicidade. Para elas podem existir monstros nas sombras, animais falantes e flores dançantes. A Dragões da Real entende que em lugares como a Floresta Encantada e tantos outros, é preciso ser criança de novo para viver suas emoções, revivendo histórias, personagens e fantasias. Quem ousa imaginar é capaz de se aventurar e percorrer mundos surpreendentes, contos mágicos e assustadores, absurdas aventuras numa linguagem intensamente rica, onde tudo é possível. E se pode acreditar.

Era uma vez……Carnaval 2011

Há muitos e muitos anos
Num lugar longe daqui
Existia um mundo mágico
Que contarei seguir
A Floresta Proibida
Que a Bruxa má habitava
Era a passagem secreta
Para a Floresta Encantada
Pelos Espelhos dos Invisíveis
Ela fazia coisas terríveis
E quem por ele ousava passar
Um Mundo Encantado iria encontrar
A Bruxa que boba não era
Se escondia a todo momento
Mandando animais guardiões
Destruir qualquer pensamento
Queria ser a grande Vilã
No País do faz de contas
Assustando a Chapéuzinho
Com o Lobo Mal que afronta
Veja só os Sete Corvos
Pela Floresta a voar
As Três Folhas da Serpente
O encanto quebrará
Os Músicos de Bremem
Felizes a tocar
Passam logo pelo Espelho
A beleza se faz lá
Um Reino Maravilhoso
O Gênio da Garrafa irá Mostrar
Tudo era gigantesco
Para o Pequeno Polegar
Flores que Falam e Dançam
Para a Bela Adormecida Acordar
Cinderela e Branca de Neve
Com os Anões a festejar
João e Maria quem diga
A Casa de Doce está lá
Guardada pelo Homem de Ferro
Para ninguém saborear
E na jornada do imaginário
Abro portas a outro lugar
Duendes, Fadas e Rainhas
Na passarela a desfilar
Buscando a Felicidade
Com um topo magistral
No Lago dos Inocentes
Surge o Castelo de Cristal
Veja, assim se fez presente
Este conto minha gente
Que idéia genial
Sou Dragões da Real
Transformar a Felicidade
Em um Grande Carnaval

 

APRESENTAÇÃO

A Escola de Samba Dragões da Real pisará forte na avenida para exaltar um aspecto de grande relevância social na Era Moderna: a segurança dos bens físicos e materiais, ou seja o seguro. Trataremos também do seguro de nosso planeta, que vem sendo degradado ao longo dos tempos pela falta de consciência do homem.

DESENVOLVIMENTO

Vem de longos tempos, há três séculos antes de Cristo, quando na Babilônia, cameleiros partiam pelo deserto em locais distantes para comercializar seus animais, muitos não resistindo às longas e pesadas caminhadas acabavam morrendo pelo caminho, despertando assim o interesse à necessidade de se ter o seguro dos camelos. Todos os cameleiros da época, firmaram um acordo, na qual pagariam para substituir o camelo caso a fatalidade ocorresse.

Com o aprimoramento da navegação, o princípio do seguro foi adotado entre os fenícios, cujas as embarcações navegavam através dos mares Egeu e Mediterrâneo. No Século XII da Era Cristã, surge uma nova forma de seguro, o Contrato de Dinheiro e Risco Marítimo, formalizado através de assinatura de um documento por duas pessoas, sendo uma delas a que emprestava ao navegador quantia em dinheiro na valor do barco e das mercadorias transportadas. Se durante a viagem o barco sofresse alguma avaria, o dinheiro emprestado não era devolvido.

A preocupação com o transporte marítimo, tinha como causa interesses econômicos, pois o comércio na época era feito através dos mares. Com a Revolução Industrial no século XIX, a concepção de tempo e de valores se modificaram e surgiram diversas modalidades de seguro.

No Brasil, o seguro surge em 1808 com a chegada da Família Real, fugindo das imposições de Napoleão Bonaparte. A realeza portuguesa traz, além de escravos, a Biblioteca Real com mais de 60 mil livros, todo dinheiro do tesouro português, jóias da Coroa, obras de arte, objetos de museu e animais, amparado pelo seguro marítimo da época.

Assim que chegou ao Brasil D. João VI, decretou a abertura dos portos para as nações amigas de Portugal favorecendo assim o desenvolvimento do seguro, que por sua vez foi regulamentado com a Proclamação da República.

Com a chegada tardia da revolução das máquinas o seguro também se consolidou atrasado no país, o avanço tecnológico deu um grande salto, e com o crescimento das indústrias aumentou a população nos grandes centros, ampliando assim a produção da burguesia industrial da época.

Este retrato social promove o surgimento de várias modalidades de seguro. O seguro de automóveis, o seguro das casas, o seguro saúde, o seguro de vida, o seguro viagem, o seguro agricultura (principal fonte de riqueza do país que depende diretamente dos fenômenos climáticos), entre outros. Em 1986, foi criado pelo governo o seguro-desemprego, que ampara o trabalhador dispensado sem justa causa de seu trabalho anterior, desde que comprovado o recebimento de 6 salários consecutivos.

Desenvolvendo um enredo que retrata a seguridade do homem e de seus bens, não poderíamos deixar de abordar dois aspectos de grande relevância. O primeiro é que precisamos garantir o futuro seguro das nossas crianças, efetivando e investindo numa educação de boa qualidade para todos, independente de classe social ou raça. O segundo é que precisamos garantir o seguro do nosso planeta, que vem mostrando o seu desgaste pela atitude irresponsável do homem, acarretando em tufões, maremotos, tsunamis, vendavais, ciclones, efeito estufa pela destruição da camada de ozônio, entre outros fenômenos que vem acontecendo nos últimos anos.

De nada adiantará assegurarmos nossos bens, se não pensarmos em zelar pelo futuro de nosso planeta. É preciso preservar a natureza e todo ecossistema, promover a paz entre as nações abdicando das armas químicas e destrutivas para garantirmos o seguro da vida de todo ser vivo do planeta.

Quinta, 01 Janeiro 2009 11:55

2009 - Bem-vindos a Idade Mídia

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Segunda, 01 Janeiro 2001 11:55

2001 - Circo Criança, Uma Grande Esperança

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2002 - Uni-Dune-Tê Um Sorvete Colorê

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