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Grupo de Acesso

Grupo de Acesso

Segunda, 17 Agosto 2015 11:16

Tom Maior define samba 2016

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Após processo de audições internas que teve início na segunda quinzena de julho, a Tom Maior definiu seu hino para o Carnaval de 2016, quando será a segunda escola a desfilar pelo Acesso paulistano, no dia 7 de fevereiro.

A aposta da agremiação para conquistar uma vaga na elite do samba paulistano é um enredo em homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento.

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A rainha de bateria da Independente Tricolor, Helena Soares, mostrou que suas habilidades vão muito além do samba no pé e da beleza que encantam o público durante o Carnaval.

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Sexta, 07 Agosto 2015 11:02

Independente define samba 2016

Escrito por Redação SPcarnaval

A escola de samba Independente já definiu seu samba para 2016. A obra é de autoria dos compositores Pê Santana, Rafael Pínah, Marcio André e Vagner Mariano.

"Graças a Deus ficou muito bom. Todos que participaram deste processo de gravação estão de parabéns", disse Pê Santana, voz oficial da tricolor ao lado de Rafael Pínah.

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No último sábado (1º), a escola de samba Colorado do Brás, reuniu a sua comunidade na hora do almoço, para uma grande festa, regada a uma saborosa Feijoada com pagode de primeira qualidade ao comando do grupo Lero Lero, que animou o público presente. Na ocasião também foi apresentado para a comunidade o novo quadro de casais de mestre sala e porta bandeira, assim como foi entregue pelas mãos do Ednei e da Zélia, os responsáveis da AMESPBEESP, o pavilhão do enredo para o casal Vagner e Luana, os quais serão os portadores durante este carnaval em defende-lo.

Já no início da tarde, a feijoada que foi realizada no salão de eventos do Vila Maria Zélia, situado na zona norte de capital paulista, cedeu espaço para uma grande festa, onde foi realizado a final do samba de enredo rumo ao carnaval de 2016.

Sexta, 23 Janeiro 2015 17:16

História Tom Maior

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Na reunião de fundação, criada e idealizada por Hélio Bagunça, que foi o primeiro presidente da escola, juntamente com sambistas tradicionais da Camisa Verde e Branco, havia pessoas com diferentes idades, origens e experiências de vida, havia também universitários da USP que na época frequentavam o São Paulo Chique, que era uns dos maiores eventos culturais dos anos 70.

Em 1974, a escola colocou na avenida o seu primeiro Carnaval, sendo vice-campeã do Grupo 3 (atual Grupo 1 da UESP), fato que a promoveu para o Grupo 2(atual Acesso). Manteve-se em 1975 e foi vice-campeã do Grupo 2 (atual Grupo de acesso) em 1976, chegando ao Grupo 1(Hoje Especial) pela primeira vez em 1977, ficando em 9º lugar.

Não se firmou muito tempo no Grupo Especial, voltando ao Grupo 2 (acesso) em 1979 e em 1982 chegou a ser rebaixada para o Grupo 3 novamente, permanecendo até 1992. Só retornaria ao Grupo Especial em 1996, quando terminou em 8º lugar, mas em 1997, ao terminar na 9ª colocação entre 10 escolas, acabou rebaixada novamente, porém com um belíssimo desfile e numa classificação muito discordada pelo mundo do samba.

Em 1999 a escola alugou uma quadra no Sumaré, em plena Av. Dr. Arnaldo, permanecendo nos carnavais de 2000 e 2001. Embora até hoje constantemente se afirme como pertencente ao Sumaré, em sua trajetoria migrou para diversos endereços. No carnaval de 2000, a Tom Maior teve uma nova passagem pela divisão principal, porém terminou em 13º lugar entre 14 escolas, caindo outra vez, por apenas meio ponto, assim como em 1997.

A escola nunca teve quadra própria, ensaiando pelas ruas do bairro onde funcionava sua sede provisória. Sua primeira sede ficava na Oscar Freire, onde hoje está localizada a Estação Sumaré do Metrô. Depois rodou por diversos bairros da região, como Vila Madalena, Cerqueira César, e até Campo Limpo em 77 e 78, chegando a voltar ao Sumaré em 1979. Nas ruas Cristiano Viana, Oscar Freire, Galeno de Almeida, Amália de Noronha, Alves Guimarães, João Moura e adjacências, durante muitos anos, se realizavam os ensaios de Carnaval.

Em 2004, foi vice-campeã do Grupo de acesso, voltando ao especial em 2005 com um enredo sobre o meio ambiente. Mais uma vez mudava seu endereço, mas apenas do número 50 para o número 263 da mesma rua Eugênio de Medeiros, em Pinheiros. Espaço amplo e muito bem projetado, ajudou a preparação de um grande desfile. Manteve-se no Grupo Especial para o ano seguinte, quando fez uma homenagem ao cantor Frank Aguiar, bem como a seu Estado-natal, o Piauí o que concedeu a escola 6 prêmios especiais do Jornal Diário de São Paulo, considerado o estandarte do carnaval. Em 2007 a escola surpreendeu com um enredo sobre o movimento trabalhista no mundo, com alegorias altas e um samba politizado, conseguindo uma expressiva 8ª colocação entre 14 escolas.

Já no Carnaval 2008 surpreendeu no Anhembi, com o enredo "Glória Paulista - São Paulo na Vanguarda da Economia Brasileira" a escola conseguiu sua melhor colocação entre a elite do carnaval paulista, alcançando um expressivo 5° lugar. Com um belo samba, fantasias e carros alegóricos criativos que chamaram atenção do público.

participação no desfile das campeãs de São Paulo, porém junto desta conquista inédita, mais uma vez a escola precisou dear 1999

sua quadra, pois o proprietário vendeu o imóvel para uma construtora, o que levou a escola a ensaiar no bairro da Barra Funda...

No carnaval 2009, com um enredo sobre Angola e Martinho da Vila, denominado Uma nova Angola se abre para o mundo! em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!!, a escola fez um excepcional desfile, porém ficou na 11º colocação após critérios duvidosos e notas injustas dos jurados.

No carnaval 2010, escolheu como enredo os 50 anos de Brasília, enredo escolhido por diversas outras escolas, de outras cidades, no mesmo ano, como Beija-Flor, MUG, e Presidente Vargas. Roberto Szaniecki foi contratado para ser o carnavalesco3 , e trouxe mudanças nas cores apresentadas no desfile, com predomínio de dourado e prateado, além de alegorias grandes, que só foram terminadas no sambódromo. Com muitos problemas na concentração e nas alegorias, a escola obteve a 12ª colocação.

No carnaval de 2011, apresentou novamente um enredo falando sobre uma cidade, desta vez, São Bernardo do Campo, retratada pelo carnavalesco Chico Spinosa. A escola homenageou em seu enredo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia sido citado no enredo de 2007, mas dessas vez foi citado mais explicitamente, havendo inclusive no desfile a "ala Lula". Houve convite formal para a participação de Lula no carnaval,4 no entanto o ex-governante disse que assistiria pela televisão apenas.

Em maio do mesmo ano, a Tom Maior perdeu seu presidente: Marko Antônio da Silva, de 44 anos, e que comandava a escola há 27, faleceu, vítima de leucemia.5 Em seu lugar, na diretoria, assumiu sua irmã, Luciana Silva

Em 2012, a Tom Maior trouxe o enredo "Paz na Terra e aos homens de boa vontade". A escola além de levar para a avenida mensagens de paz, homenageou o presidente Marko Antônio da Silva num desfile emocionante. Valeu-lhe o 7º lugar.

Em 2013, a escola abordou um tema inusitado sobre a história do preservativo ainda visto como um tabu: "Parque dos Desejos, o seu passaporte para o prazer". Com patrocínio de uma empresa de preservativo a escola fez um desfile quente, no qual terminou na 12ª colocação.

Em 2014, a escola apresentou o enredo em comemoração ao centenário da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, teve problema no carro abre-alas, que foi solucionado com o auxílio de duas empilhadeiras na parte dianteira da alegoria para seguir seu desfile, ficando em 7º lugar na disputa.

Em 2015, a escola levou o enredo "Adrenalina" para a avenida, tendo como experiência a adrenalina da superação do imprevisto do desfile de 2014, quando o carro abre-alas da escola quebrou e foi conduzido por duas empilhadeiras até o fim do desfile. Mesmo trazendo um enredo instigante, a escola não empolgou e ficou em 14º lugar, sendo assim rebaixada para o grupo de acesso, onde desfilará em 2016.

Quinta, 23 Julho 2015 17:14

História Morro da Casa Verde

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Dia 06 de abril de 1962, nascia a Sociedade Carnavalesca Morro da Casa Verde, em uma dissidência da escola de samba Unidos da Casa Verde. “Seo” Zezinho, conhecido pelo apelido de Zé do Banjo (na imagem acima feita pela página de carnaval Recordar é Viver - O Samba na Terra da Garoa), resolveu criar sua própria entidade. Antigamente no alto do morro tinha uma casa verde, que acabou dando origem ao bairro de Casa Verde.

Zé do Banjo era um dos bambas da época, com seu Banjo de baixo do braço, levava samba de melhor qualidade para as rodas do ritmo em São Paulo. Adorador da escola de samba Camisa verde e Branco e “louco” pela Estação Primeira de Mangueira, do Rio de Janeiro, que se tornou madrinha do Morro da Casa Verde.

E ai vem a pergunta que não quer calar, porque a Casa do emblema é Rosa se o nome é Casa Verde? Pois bem, antigamente ao chegar na ponte da Casa Verde, no alto do morro havia casa cor de rosa e um coqueiro verde, servindo de inspiração para que o Verde e Rosa tornassem as cores oficiais da entidade, com a Casa Rosa e o nome é em lembrança ao bairro.

Além de "Seo" Zezinho, a escola também contava com um dos maiores compositores da época, o saudoso Zeca da Casa Verde, que fez seus primeiros sambas no Morro, com grandes obras, como em 1972 "E que bom que vai ser, só quero ver, Todo mundo sambando pra valer, Sererim Sererim Ôba! Sererim Sererim Ôba". O Morro da Casa Verde participou do primeiro desfile oficial em São Paulo em 1968. Seu presidente fazia os próprios instrumentos juntamente com sua filha Dona Guga, sempre fazendo o que podia para levar a entidade ao desfile, mesmo com inúmeras dificuldades.

Dona Guga é a filha que mais se identificou com a escola e colecionou diversas brigas com seu pai por conta da agremiação. Com o sonho de ser porta bandeira, fez sua própria fantasia e contra a vontade de seu pai, desfilou como porta bandeira por três anos. Impaciente com a escola nas divisões de baixo, Dona Guga queria mais e após mais uma confusão com seu pai, no final dos anos 80, assumiu o cargo de Presidente da entidade. Zé do Banjo por sua vez não se conteve e fez de tudo para que a escola acabasse. Doou o terreno da antiga quadra, localizada ao lado ponte do Limão, para o corpo de Bombeiros (que até hoje se mantém por lá) e rasgou o Estatuto da escola e assim pensou que colocaria fim no Morro da Casa Verde. Seo Zezinho só não contava que o documento que rasgou era apenas uma cópia, pois a atual presidente estava com o documento original. No final das contas Zé do Banjo queria acabar com a escola que eles mesmo formou, mas não conseguiu!

No carnaval de 1986 ocorreu um fato marcante, enquanto a escola fazia seu último ensaio, Dona Janete, mãe de Dona Guga estava adoentada, e pediu para assistir o ensaio e gostou do que viu, principalmente da comissão de frente. Como precisava descansar resolveu voltar para sua casa, muito próximo ao ensaio, recusando o pedido de sua filha para acompanha-la. Dona Guga tinha costume de ver como estava sua mãe, depois de um tempo foi ver se estava tudo bem, quando se deparou com Dona Janete caída na porta de sua casa, de lá foi levada ao hospital e horas depois faleceu.

Nos anos 90, o Morro da Casa Verde contou com um time forte abaixo da presidente rumo ao especial, composto por: Márcia, Maísa, Claudia Valéria, Marcelo, Emerson (Careca), Anderson (Kinha), Alecsandra, Seo Job, Tatá (Otaviano), Chicão (Francisco), Pelé (Wilson), Charão (Claudio), e com um grande compositor Nelson Dalla Rosa. Bi Mestre Sala e Yara Porta Bandeira, também fizeram parte desse momento de ascensão .

Márcia, Maísa, Claudia Valéria, Marcelo, Careca, Kinha e Alecsandra, são filhos de Dona Guga e Seo Job, seu marido, que ajudaram na reformulação da escola. Essa família nunca abandonou e sempre lutaram juntos para que não deixasse a agremiação parar, no qual até hoje estão na batalha, menos Marcelo, que faleceu na semana do carnaval de 1994 e Kinha que faleceu em 92.

Charão, compadre de Dona Guga, sempre acompanhava o Morro da Casa Verde desde de pequeno, foi Mestre de Bateria, Mestre Sala e Diretor de Barracão, dentre outros cargos. Pelé é sambista da Bela Vista, primo de Zé do Banjo, tinha uma ala de passe marcado chamada ‘Ve se Entende’ na escola de samba VAI-VAI com Tatá (Otaviano) e Chicão (Francisco). Pelé foi o responsável, por trazer seus amigos Chicão e Tatá, para esse projeto de ascensão, que a escola tanto queria.

Nelson Dalla Rosa, foi um dos maiores compositores no samba paulistano, e foi no Morro suas melhores obras. De 1991 á 1993 teve obras geniais com a parceria de Toninho Sereno. De 94 até 97 teve também suas obras cantada na passarela pela Verde e Rosa, com belíssimas letras e refrões contagiantes como de 1996 “O MORRO É... É AROEIRA, MADEIRA DURA QUE NÃO QUEIMA NA FOGUEIRA, É SAMBA NO PÉ, PÉ NO CHÃO, EXPLODE CORAÇÃO”.

Em 1999, Nelson compôs o samba para o enredo Os Fantasmas na Opera do Theatro Municipal, desenvolvido pelo carnavalesco Nilson Lourenço, que estreava no posto de carnavalesco. Ele já era responsável pelas fantasias dos destaques de diversas agremiações da cidade. Essas mudanças aliada com um perfeito samba composto por Nelson, fez com que o Morro fosse consagrado com o vice-campeonato do Grupo 1, atual grupo de Acesso, alcançando o tão sonhado grupo Especial da escolas de samba de São Paulo.

No ano de 2000, conhecido como Carnaval dos 500 anos, o Morro estreiou no grupo especial com com o enredo Nobres e Nobreza, O Reino Unido Independente, de autoria de Nilsinho e o samba composto e cantado na avenida por Nelson Dalla Rosa. Terminando em nono lugar, esse é considerado o melhor desfile do Morro durante os três anos no grupo de elite do carnaval de SP.

Em 2001, a escola apostou no enredo O Maior Sonho do Universo. Extraterrestre no Carnaval de São Paulo, do carnavalesco Orlando Midaglia. A escola fez um desfile divertido e com um belo samba, composto por Da Silva e Garrafa. Já em 2002, infelizmente a escola não conseguiu se manter no grupo Especial e foi rebaixada para o grupo de acesso, com tema que exaltava o cantor e compositor Zeca Pagodinho. O samba de autoria de Christian Dimitrius, Emerson Brasa, Anelka e Cleber G. foi considerado um dos melhores daquele ano.

Uma das pessoas que também ajudou a escola foi Dona Judite (Tia Dudu), a heroína do Morro da Casa Verde. "Enquanto o Morro não estiver no especial, eu não vou descansar", diz Tida Dudu para sua comadre e sobrinha Dona Guga. Faleceu quando o Morro estava no Especial e até hoje deixa saudades.

De 2003 até 2008, com inúmeras dificuldades, sem quadra, o Morro colecionou vários altos e baixos. Em 2005 com um desfile alegre e descontraído foi campeão do Grupo 1 da UESP, homenageando a Bahia. Depois de idas e vindas entre o grupo de acesso e os grupos da UESP, o Morro se consolidou no grupo de Acesso do carnaval paulistano, estando nele desde 2009. Neste tempo a pior colocação da escola foi um quinto lugar. Após um honroso quarto lugar em 2014, a escola vem para o carnaval do 2015 com o enredo Entre Plumas e Paetês, marcando a volta do carnavalesco Nilson Lourenço para a agremiação.

Mensagem de Dona Guga!

Que essa historia seja apenas o começo, que não exista meio e muito menos final, e que passe de gerações e gerações mantendo viva a Verde e Rosa mais tradicional de São Paulo. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos há todos que mantiveram e mantém vivo esta entidade. MORRO DA CASA VERDE, NEM MELHOR NEM PIOR, APENAS UMA FAMÍLIA UNIDA.

Quinta, 23 Julho 2015 17:13

História Mancha Verde

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No começo do ano de 1995, a Mancha Verde (Palmeiras) decidiu participar do Carnaval, acertando sua participação junto à UESP, e alterando seu estatuto. Porém, devido a uma briga entre torcedores da Mancha e da torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, a justiça decretou, ainda naquele ano, a extinção do então Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Torcida Mancha Verde como pessoa jurídica.

Como os integrantes da torcida continuaram se reunindo após isso, para que continuassem a poder fazê-lo de modo oficial, em 18 de outubro de 1995 assinaram a oficialização do Grêmio Recreativo Cultural Bloco Carnavalesco Mancha Verde. Embora a Mancha como escola de samba tenha sido criada com novos CNPJ e estatuto, seus integrantes a consideram como a continuação da torcida extinta. Anos mais tarde, seria criada a torcida Mancha Alvi-Verde, desvinculada juridicamente da antiga torcida e então somente escola de samba.

Em 1996, ano de seu primeiro desfile, com um enredo alertando para a destruição da natureza, ficou em segundo lugar no Grupo de Espera (subindo para o Grupo Especial dos Blocos), em seu primeiro desfile oficial. No ano seguinte, cantando a “Noite paulistana, um convite ao prazer”, vence pela primeira vez o concurso dos blocos do carnaval paulistano.

Em 1998, tendo como enredo a palmeira, torna-se bicampeã do Grupo Especial dos Blocos Paulistanos. Tudo levava a crer que a Mancha Verde poderia ter sucesso.

Na tentativa do terceiro título consecutivo, o já consagrado bloco alviverde acaba em segundo lugar, com o enredo “Vinho, o néctar dos deuses”. Mesmo assim, foi consolidando-se como uma promissora escola de samba, tendo inclusive o seu samba cantado por Quinho, famoso intérprete de sambas-enredo.

Em 2000, a Mancha Verde estréia com escola de samba. Cantando um enredo questionador sobre os 500 anos do Brasil (“Brasil, que história é essa?”), fica em segundo lugar no Grupo 3 Oeste do carnaval de São Paulo, ficando atrás apenas da Lavapés, a primeira escola de samba paulistana. Este resultado eleva a escola ao Grupo 2.

Cantando os orixás no carnaval de 2001, vence pela primeira vez como escola de samba e ascende ao Grupo 1A, prosseguindo a sua vertiginosa senda de vitórias em apenas seis desfiles. No ano seguinte, homenageando a Força Sindical, vence o Grupo 1A e se aproxima do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Em 2003, uma nova meta a ser alcançada pela surpreendente e jovem escola de samba: chegar à elite do samba de São Paulo. Exaltando a cor mais brilhante no coração palmeirense – verde -, a Mancha Verde mostra a sua força perante as escolas de maior tradição que compunham àquele grupo. Por razões até hoje contestadas, a escola fica em terceiro lugar, meio ponto atrás da vice-campeã Imperador do Ipiranga e um atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé, as escolas que voltaram ao Grupo Especial.

Mas, ao invés do arrefecimento, o aguerrimento. Consertando os equívocos e aperfeiçoando as virtudes, a Mancha provou ser uma escola estruturada no carnaval de 2004. Cantando “A saga italiana em terra paulistana”, faz um desfile sem erros e conquista, enfim, o tão sonhado título do Acesso e sobe ao Grupo Especial paulistano.

Em 2005, ano de sua primeira participação no grupo especial no Carnaval de São Paulo, terminou na 12ª colocação.

Em 2006, a Mancha Verde forma, juntamente com outra escola de samba oriunda de torcida organizada, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. O regulamento da Liga prevê que caso duas escolas, que sejam ligadas a agremiações desportivas, estejam no Grupo Especial, as mesmas formariam um outro grupo, que só teria escolas de samba ligadas a torcidas de futebol. Já Mancha tentou provar que por ser uma pessoa jurídica diferente, não seria ligada a nenhuma torcida organizada. O juiz, porém, usou como base para indeferir tal pedido o texto que constava no então site da entidade, que acabou funcionando como uma confissão da tese contrária. A Mancha foi assim obrigada a desfilar sozinha no Grupo de Escolas de Samba Desportivas, onde torna-se campeã. Porém às vésperas do desfile, a Mancha conseguiu negociar com a Liga a transferência do desfile, da madrugada de domingo para segunda, inicialmente a data prevista, para a madrugada de sábado para domingo, junto com as escolas do Grupo Especial, sendo também avaliada pelos mesmos jurados deste grupo. Essa avaliação lhe garantiu a sétima colocação geral, muito embora a Liga não reconheça esta classificação.

Em 2007, a Mancha Verde novamente foi colocada sozinha num grupo à parte, sendo declarada campeã deste grupo, e inclusive participando do desfile das campeãs. Em relação ao Grupo Especial, obteve a décima-primeira colocação.

Em 2008, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas deixou de existir, fazendo com que a Mancha Verde voltasse a disputar com as outras escolas o título do Grupo Especial no carnaval.

Em 2009, falando sobre o estado de Pernambuco, com o tema Pernambuco: uma nação cultural!, a escola terminou na 10º colocação.

Em 2010, a Mancha Verde teve como enredo Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde “ensina” como criar identidade! e teve também a volta do intérprete Celsinho do carnavalesco Cebola. Este último, desapareceu antes do desfile, pedindo desculpas posteriormente. No final, a escola conseguiu ficar em 4º lugar, à frente de tradicionais escolas. Não se sagrou campeã por apenas um ponto: 269, contra 270 da Rosas de Ouro.

Para o carnaval de 2012 a Mancha Verde teve como novo intérprete Freddy Vianna, e desfilou com um enredo afro, o que não lhe era característico. Pela terceira vez seguida, obteve o 4º lugar.

Em 2013, a escola abordou a vida e as obras de Mário Lago no seu carnaval. Tendo feito um desfile luxuoso e empolgante, a escola vinha para brigar pelas primeiras posições, mas devido as notas baixas em alguns quesitos, ficando em 13º Lugar, caindo para o Grupo de Acesso.

Para 2014, a escola foi a primeira a escolher o enredo, a reedição de 2006. A escola foi vice-campeã com 269.3 e com isso, retornou ao Grupo Especial para 2015, quando falará sobre os 100 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Quinta, 23 Julho 2015 17:12

História Leandro de Itaquera

Escrito por Redação SPcarnaval

A Leandro de Itaquera surgiu em 1982 graças a uma menina (Karin) que, durante sua festa de aniversário, pediu a seu pai, Leandro Alves Martins, fundador e atual presidente, uma escola de samba de presente. Uma reunião com alguns amigos sambistas foi suficiente para estimular a fundação da Escola de Samba Leandro de Itaquera; o nome da escola é uma homenagem a Seu Leandro.2

Década de 1980
Em 1988, seis anos após sua fundação, a Leandro de Itaquera já vencia o Grupo 1, classificando-se para a primeira divisão do samba em 1989.2 Pela primeira vez no Especial, a escola conseguiu o sétimo lugar, com o enredo "Babalotim", interpretado por Eliana de Lima e a bateria comandada por Mestre Lagrila, um dos grandes nomes entre os ritmistas da cidade.2

Década de 1990
Em 1990, homenageou seu bairro, Itaquera, e após desfilar sob forte chuva, classificou-se em quinto lugar entre dez escolas, ficando atrás de Camisa, Rosas, Peruche e Vai-Vai.

No ano de 1991, obteve sua melhor classificação, ficando em quarto lugar, com o enredo "Querem Acabar Comigo", que criticava a exploração das riquezas naturais brasileiras.2

Em 1994, conquistou o um quinto lugar com o enredo, "Tietê - Um Rio de Verdade", colocação que se repetiu em 1999. No ano seguinte, entre 9 escolas, o Leandro de Itaquera ficou em oitavo lugar, sendo rebaixado para o Grupo de acesso. Porém logo em 1997 estava de volta ao Grupo Especial para competir com as escolas mais tradicionais.2

Década de 2000

Desfile da Leandro de Itaquera em 2009.
Em 2004, nas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo, a escola inovou ao trazer para a avenida duas baterias, sob o comando de Mestre Adamastor. Os dois grupos revezavam-se ao longo da avenida, com algumas convenções em que ambos se apresentavam ao mesmo tempo. A novidade não foi bem recebida pelos jurados e a escola recebeu notas baixas neste quesito. Com isso, a ideia não tornou a ser repetida nos carnavais posteriores.

Em 2005, a agremiação escolheu o Rotary International como tema de seu carnaval, aproveitando as comemorações mundiais de 100 anos de fundação da entidade internacional.3

Já em 2006, tornou a abordar o Rio Tietê. No entanto, dessa vez a agremiação causou polêmica ao colocar no último carro alegórico uma alusão ao PSDB, partido ao qual Seu Leandro é filiado. Na alegoria, aparecia um tucano no meio do carro, com as figuras de Mário Covas, de um lado, e Geraldo Alckmin de outro. A crítica ganhou maior repercussão pelo fato de aquele ser ano eleitoral, e Geraldo ter sido o candidato a presidente pelo PSDB, no mesmo ano. 4 Nesse ano, a escola acabou novamente rebaixada.

Em 2007, no desfile em que comemorava e cantava seu jubileu de prata, a Leandro de Itaquera surpreendeu ao público trazendo na comissão de frente o próprio presidente da escola, Seu Leandro. Na coreografia, que contava a história da fundação da escola, o presidente contracenava com a neta, Ariani, que interpretava a tia, Karin.

No ano seguinte, com um enredo falando sobre a Revolta dos Malês, conquistou o vice-campeonato do grupo de acesso, voltando ao Grupo Especial em 2009.

No carnaval de 2009, a escola decidiu homenagear a atriz e comediante Regina Casé, com o enredo: "Leandro de Itaquera faz a festa da periferia. Salve salve, nossa rainha Regina Casé". A atriz participou do desfile, e inclusive do concurso interno de sambas enredos, sendo uma das julgadoras.5 O desfile, elogiado pela crítica, rendeu a 12ª colocação entre 14 escolas, e a escola manteve-se no Grupo Especial.

Década de 2010
Em 2010, homenageou suas próprias cores: "Sob um manto de amor e paz, sou Leandro de Itaquera desfilando o Vermelho e Branco no meu carnaval". Nesse desfile, trouxe uma intérprete ilustre, Sandra de Sá. A escola contou a importância das cores vermelho e branco, retratando o período da era cristã, quando os reis demonstravam poder através da cor vermelho. Mostrou a importância das cores nas religiões africanas e deu destaque aos símbolos do mundo em vermelho e branco. Um destaque polêmico foi o carro abre-alas com o tema Kama-sutra. Mesmo assim a escola teve muitos problemas durante o seu desfile, no final da apuração ficou em 14º lugar sendo rebaixada.

De volta ao Grupo de acesso em 2011, a escola contou a história das bebidas, em diversas formas, em seu carnaval, mas a escola fez merchandising, o que é proibido e perdeu dois pontos. Ficando em 5º lugar, permanecendo no mesmo grupo para o carnaval de 2012.

Para 2012 a Leandro trouxe o enredo sobre o Meio Ambiente, contratou o carnavalesco Orlando Júnior, que era carnavalesco da Tradição escola do Rio De Janeiro. Neste ano a Leandro quase conseguiu a vaga para o Grupo Especial ela ficou com 179,3 pontos, empatada com sua co-irmã Tatuapé mas perdendo no critério de desempate fazendo com que a Leandro fica-se mais um ano no Acesso.

Em 2013 Leandro De Itaquera veio com um enredo Afro ''O leão guerreiro mostra a sua força! É a garra e a bravura do negro no quilombo da Leandro de Itaquera'' desfilou com todo seu alto astral e a sua garra como é de costume. Na apuração se consagrou Vice-campeã, levando nota máxima em quatro dos nove quesitos, Alegoria, Harmonia, Samba Enredo e M.S.P.B, conseguindo a vaga vitoriosamente para o Grupo Especial no ano seguinte.

Para o ano de 2014 a escola da Zona Leste abriu os desfiles de sexta-feira do grupo especial com um enredo que abordou o futebol e a Copa do Mundo FIFA de 2014, a agremiação apresentou um samba enredo animado que contagiou o Anhembi porém, durante o seu desfile pegou uma forte tempestade de granizo, comprometendo diversos quesitos como Evolução, fantasia e bateria o que foi inevitável a sua queda para o grupo de acesso ficado na 14° colocação.

De volta ao Grupo de Acesso para o Carnaval de 2015, a Leandro desta vez voltou com os temas de enredo afros "Invencível" com abordagem no legado deixado por Nelson Mandela, um dos maiores líderes morais e políticos do mundo, pelo segundo ano seguido o enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Marco Aurélio Ruffinn. Com um desfile empolgante era claro que a agremiação brigaria pelo título junto com mais outras quatro co-irmãs, no fim o Leão ficou apenas com a 4° colocação.

Quinta, 23 Julho 2015 17:11

História Independente Tricolor

Escrito por Redação SPcarnaval

Assim como todo grupo de manifestação cultural, a Escola de Samba Independente nasceu em 1987 motivada por PAIXÃO! Paixão essa, oriunda de um grupo de torcedores apaixonados pelo São Paulo Futebol Clube, mas que tinham um outro AMOR em comum: O SAMBA, O CARNAVAL!

Em meados do ano 2000, a Torcida Independente começou a se organizar para participar do Carnaval de São Paulo e para tanto foi criado o Bloco Independente.

Após alguns anos, o antigo bloco, tornou-se ESCOLA DE SAMBA e, oficialmente em 2009 competiu, quando incorporou a Malungos do Samba em seu nome oficial. Porém em 2012, , a escola passou a se chamar : GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL ESCOLA DE SAMBA INDEPENDENTE TRICOLOR. Desde então, a Escola vem ascendendo ano a ano conquistando campeonatos, o último, do Grupo 1 em 2014.

Por méritos e com reconhecimento de toda sociedade sambística, a Escola se prepara para em 2015 estrear em grande estilo no disputado Grupo de Acesso da LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA, e promete não medir esforços para num futuro bem próximo atingir o Grupo das Escolas Especiais.

2012 - Vice campeã - Grupo 3-UESP
2013 - Campeã - Grupo 2-UESP
2014 - Campeã - Grupo 1-UESP

Quinta, 23 Julho 2015 17:10

História Imperador do Ipiranga

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A Imperador do Ipiranga foi fundada em 1968 por moradores da então subdistrito de Heliópolis, da Vila Carioca e da Vila Independência, a Imperador permaneceu por muito tempo como um departamento da Sociedade Amigos das Vilas, mas tempo depois se separou, com estatuto próprio.2 Seu fundador, Laerte Toporcov, embora com posição contrária dos dirigentes mais idosos, tinha como objetivo dar lazer às crianças pobres da favela que existia na Rua Campante e chamar a atenção das autoridades para as terríveis enchentes no bairro.

Na primeira apresentação da escola, tiveram a ideia de fazer um desfile carnavalesco de protesto com carros alegóricos imitando barcos.2 A ideia deu certo e o desfile foi um sucesso, com muitos carros alegóricos e a participação de várias crianças pelas ruas da região.

Em 2009, a escola do Ipiranga trouxe Adriana Lessa como madrinha de bateria e teve como enredo A fé em São Jorge Guerreiro contra os dragões da maldade, voltando para o Grupo Especial, em 2010.

Em 2010, de volta ao Grupo Especial, a escola apresentou o enredo "Medicina, da antiguidade à tecnologia, a arte de salvar vidas", terminado em 13º lugar e retornando ao Grupo de Acesso.

Em 2011, a Imperador levou para o Sambódromo a história dos carnavais, tentando retornar para o Grupo Especial, mas conseguiu apenas o 4° lugar.

Em 2012 Para ajudar a escola a conseguir o campeonato, o Carnaval foi assinado pelo experiente Carnavalesco Armando Barbosa, que em 2011 conseguiu o acesso com a escola Camisa Verde e Branco. Destaque para o Diretor de Harmonia ha 17 anos Vagner Eduardo Siqueira o famoso Guinê, na comunidade desde o nascimento, seu primeiro desfile foi em 1979 na ala das crianças, foi para depto de harmonia em 1989, em 1996 foi tesoureiro e voltou para a Harmonia em 1998, também é coordenador de carnaval da Liga das Escolas de Samba desde 1997, assumiu a Direção de Carnaval em 2012, passando a Direção de Harmonia para Alessandro Teixeira Costa o China, A partir de 2014 Adriano Barbosa assume a direção geral de Harmonia.

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