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Grupo de Acesso

Grupo de Acesso

Quinta, 23 Julho 2015 17:06

História Colorado do Brás

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1975 - A FUNDAÇÃO DA COLORADO DO BRÁS
G R E S Colorado do Brás foi fundada em 01 de outubro de 1975, de uma reunião entre amigos, que tinham por objetivo divulgar a cultura popular brasileira, e desenvolver projetos sociais para atender a comunidade mais carente da região. A agremiação herdou o nome de um time de futebol, o qual seus fundadores participavam. Com o passar dos anos tornou-se uma grande escola, chegando a participar do Grupo Especial por alguns anos.

Alguns dos integrantes, como o Sr. José Preto, D. Marta, Percival, Tino, Tuia, e outros; em conjunto com os moradores do bairro sentiram a necessidade de ter uma Escola de Samba, pois nas adjacências já haviam algumas agremiações.

Tem na sua história sambas marcantes que ate hoje estão presentes na memória dos sambistas.


1986 - NO GRUPO ESPECIAL
A Escola teve uma ascensão rápida conquistando Três acessos seguidos, chegando em 1986 no Grupo Especial de São Paulo e permanecendo entre as grandes com belíssimos carnavais, inclusive o samba de 1988 até hoje é considerado um dos melhores de São Paulo.


1991 - A QUADRA
Em 1991 conquistou uma quadra social na rua Carlos de Campos, 840, no bairro do Pari e com esse impulso retornou ao Grupo Especial por mais dois anos (92,93).


PROJETO SOCIAL
Reconhecida como de utilidade pública, a escola lutou para manter e ampliar os projetos sociais que desenvolvia para a comunidade, como o projeto Kinderê que formou profissionais em várias áreas de trabalho.


DÉCADA DE 90 - O REGRESSO
Porem no final da década de 90 a COLORADO nunca mais conseguiu manter seus grandes carnavais e isso foi reflexo de sucessivas administrações descompromissadas com a história e com o objetivo real do carnaval, culminando a perca da quadra de ensaios e o termino dos projetos sociais.


2008 - DE ESPAÇO NOVO
Porem em 2008 ainda no Grupo 1 e desfilando no Anhembi a escola vislumbrou ares de novos tempos com a cessão do espaço na Rua Miguel Paulo Capalbo, no mesmo bairro do Pari que passou a seu novo berço desde a década de 90, naquele espaço a escola pretendia retornar com seus projetos sociais e claro retomar aos grandes desfiles, porem o espaço hoje se tornou uma praça deixando mais uma vez nossa escola sem local de ensaios.


2010 - UM NOVO TEMPO COMEÇA
No ano de 2010 um novo tempo começou a brilhar pra nossa escola, com uma diretoria jovem e despojada a escola pretende retornar aos grandes carnavais e principalmente voltar a ter um espaço para poder tocar SEUS PROJETOS SOCIAIS.


2012 - DOIS ACESSOS E O RETORNO AO ANHEMBI

No carnaval de 2011 a Colorado deu o primeiro passo rumo ao retorno ao Anhembi conquistando o titulo do Grupo III, já em 2012 com um belo desfile obteve o vice campeonato conquistando mais um acesso podendo retornar ao Polo Cultural Grande Ótelo depois de 3 carnavais fora; Agora com mais 2 anos a diretoria esta com fôlego renovado para atingir mais um objetivo voltar ao grupo de acesso depois de 8 anos distante do segundo grupo do nosso carnaval.


2013 - ENFIM, O RETORNO AO GRUPO DE ACESSO
Depois de 10 anos a Colorado voltará a desfilar no Grupo de Acesso de São Paulo, com um titulo conquistado com garra e muito trabalho a familia vermelho e branco volta a figurar entre as principais escolas de sambas.


2014 - COM UM BELO DESFILE A ESCOLA SE MANTEM NO GRUPO DE ACESSO
A Colorado abriu o carnaval do grupo de acesso 2014 com um brilhante desfile cheio de garra e emoção. A comunidade deu um show na avenida cantando, evoluindo e mostrando a alegria de ser brasileiro. Com 266,8 pontos conquistou o 5º lugar e quebrou um tabu de mais de 8 anos onde a escola que abria o grupo de acesso vindo do grupo 1 era rebaixada!

2015 - ENFRENTANDO A CHUVA, A ESCOLA SUPERA SEUS LIMITES

Em um desfile marcado pela superação, a Colorado desfilou com 1,756 componentes sendo a 2ª maior a passar na passarela do samba; Com chuva torrencial desde a armação, a escola desfilou com muita garra e conseguiu mesmo com muita dificuldade repetir o 5º lugar e permanecer forte na briga pelo grupo especial!

Quinta, 23 Julho 2015 16:54

História Camisa Verde e Branco

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A história do Camisa remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas. Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936.

Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, cria um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco, criando no dia 4 de setembro o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde vence o desfile de cordões, com o enredo IV Centenário;

O Camisa ainda seria campeão como cordão mais quatro vezes: 1968; 1969; 1971 e 1972 (ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba) Depois do carnaval de 1972 o Camisa segue o caminho natural, tornando-se escola de samba com o fim do desfile de cordões, chegando ao primeiro título, como escola, em 1974.

Durante a época da Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, porém esta proposta foi censurada pelos generais da época. Em 1980, Inocêncio Tobias, morre deixando a presidência do Camisa Verde nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, que dirige a escola apoiado pela esposa Magali e sua mãe Cacilda Costa, a Dona Sinhá (esposa de Inocêncio Tobias).

Oito anos depois, morre a Dona Sinhá, considerada uma das damas do samba paulistano, e dois anos depois, em 1990, também vem a falecer o presidente da escola. Sua mulher, Magali dos Santos assume a presidência, sendo campeã logo no seu primeiro ano à frente da diretoria. O Camisa Verde, que já havia sido campeão em 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989 e 1990, ainda vence o Grupo Especial depois disso em 1991 e 1993.

Porém em 1996, num ano em que a escola enfrenta problemas antes e depois do desfile, o Camisa termina em penúltimo lugar entre dez escolas e é rebaixado para o Grupo de acesso. Após contar na avenida um enredo patrocinado pela Coca-Cola, a escola vence e retorna ao Grupo Especial.

Em 2002, a Camisa Verde apresenta um grande desfile falando sobre o numero quatro e as místicas dele, terminando em um honroso 2º Lugar, perdendo o carnaval no quesito Enredo, para a sua afilhada Gaviões da Fiel. Talvez esse tenha sido a ultima alegria dos torcedores da Camisa, que após esse ano a escola não voltou mais ao desfile das campeões.

Em 2003, o Camisa Verde consegue apresentar na avenida o enredo que havia sido proibido pela ditadura, fazendo uma homenagem ao líder dos revoltosos marinheiros, e com um samba forte, termina em 6º lugar. O desfile contou com a participação inclusive do neto do marinheiro, que desfilou no último carro alegórico.

Em 2004, durante os 450 anos de São Paulo, a escola fez uma homenagem à Barra Funda, aproveitando para contar ao mesmo tempo a história da cidade, do seu bairro e da própria escola, que completava 50 anos desde que foi reorganizada em 1953. O refrão do Camisa Verde neste ano dizia: "Vem festejar vem brindar, amor / 50 anos de glórias, eu sou! / Vem batuqueiro e mete a mão no couro / Que a Barra Funda é jubileu de Ouro".

Em 2005, após um ano de muitas dificuldades, e com um samba que a princípio foi classificado pela crítica como fraco, o Camisa surpreende na avenida, a escola evolui bem e o samba cresce na avenida, tendo este sido considerado um grande desfile. Apesar disso a escola acaba em apenas 11º lugar. Em 2006, com muitos problemas e com um carnavalesco que abandonou o barracão faltando menos de 20 dias para o desfile, o Camisa Verde acaba na 13ª posição e cai para o Grupo de acesso. A escola, durante o ano, protestou contra uma nota 8,5 que foi dada para sua a bateria, sob a alegação dada pelo jurado de que "não teria ouvido os surdos". É preciso ressaltar que a bateria do Camisa Verde é conhecida como A Furiosa da Barra Funda, e considerada uma das melhores de São Paulo, e sem este 8,5 a escola teria se mantido no Especial.

Em 2007, o Camisa foi vice-campeão do Grupo de Acesso, voltando à elite do Carnaval Paulistano, porém sendo rebaixada novamente no ano seguinte. Em 2009, a escola desfilou um enredo pedindo a paz mundial, que acabou levando um quarto lugar, fazendo com que a escola permaneça por mais um ano no grupo de Acesso.

Infelizmente no carnaval de 2008 a escola foi rebaixada, se mantendo no acesso em 2009, mas com a tradicional garra e trabalho para voltarmos a elite do carnaval paulistano.

Quinta, 23 Julho 2015 16:46

História Barroca Zona Sul

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Sebastião Eduardo do Amaral é o nome do mineiro Pé Rachado, que foi o fundador da escola de samba Barroca Zona Sul. Juntamente com diversos outros sambistas, no dia 07 de agosto de 1974 foi

A história da Barroca Zona Sul está diretamente ligada à Sebastião Eduardo do Amaral, este era o nome do mineiro "Pé Rachado" que veio com apenas 18 anos para a paulicéia em busca de dias melhores para trabalhar no ofício de pedreiro nas grandes construtoras.Em Varginha aos 14 anos já organizava um bloco chamado "Voz do Morro"; ao chegar a São Paulo, deparou-se no bairro do Bixiga, um grande reduto de negros na época que acabara de dar luz ao Cordão Vai-Vai.

Como haviam poucos instrumentos na bateria, Pé Rachado só ingressou um ano depois, em 1931 onde iniciou tocando contra surdo e posteriormente tornou-se apitador da bateria. Com seu jeito organizador, se tornou o primeiro presidente da alvinegra da Bela Vista e expulsou os maus elementos do samba, já que na época a marginalidade era forte e precisava de um grande líder, e Pé brigou até com Patonágua (maior apitador dos tempos de cordão) que apesar de ser ótimo de ouvido era péssimo em disciplina. Pé Rachado se tornou uma das principais personalidades da história da alvinegra do Bixiga, e foi ele quem deu oito campeonatos ao Vai-Vai de 60 a 67, um marco histórico no carnaval de São Paulo.

Ajudou a fundar a Confederação das escolas de samba e cordões e posteriormente e federação que mais tarde se tornaria UESP.

Além da Vai-Vai, Pé desde Minas tinha uma paixão, a Mangueira do Rio, onde era batuqueiro e lá aprendeu muito inclusive em matéria de ritmo foi ele que trouxe ritmos, inovações em desfile. Porém intrigas no inicio dos anos 70, fizeram com que Pé Rachado nomeasse José Jambo Filho (Chiclé) como presidente em 1972 e em 1973 Pé Rachado definitivamente se afastou da já Escola de Samba Vai-Vai. Muito-se fala sobre sua saída do Vai-Vai mais foi uma decisão fria e inteligente ao mesmo tempo, se não nomeasse Chiclé talvez o Vai-Vai teria ido para as mãos de pessoas que não conseguiriam segurar a escola da devida maneira.

No carnaval de 1974 coordenou a harmonia da Camisa Verde e Branco, do amigo Inocêncio Tobias (Mulata) sagrando-se campeão pela verde e branco da Barra Funda. Morador da periferia de São Paulo, no bairro de Vila Mariana, rua Padre Machado onde existiam muitos sambistas que se dividiam: na parte de cima do morro, eram Vai-Vai (abrigava a Ala Cuíca de Ouro principal ala da Vai-Vai na época) e na baixada na região da rua Santo Irineu eram Camisa Verde e Branco e Acadêmicos do Ipiranga.

O bairro já havia abrigado duas escolas: o Brinco de Ouro, famosa escola com características de cordão e que se vestia muito bem em suas passagens sobre o comando de Nico do Trombone e o Garotos de Vila Mariana na Rua Santo Irineu (em 1974 ambas já estavam extintas) e a rapaziada se deslocava a outras escolas, ou batucavam no campo "Barroca" da Portuguesinha de Vila Mariana.
Nasce a Barroca - Os primeiros anos de glória

Quinta Feira, noite de 07 de Agosto de 1974 na Rua Padre Machado 442, casa 2 fundos no famoso "vilão" onde residem até hoje muitas famílias, nasceu o Grêmio Recreativo Cultural Esportivo Beneficente Escola Faculdade do Samba Barroca Zona Sul, com as cores verde e rosa em homenagem a Mangueira, quando Pé Rachado mesmo com seus 56 anos de idade, reuniu em sua humilde casa seus filhos Binha, Bira e Lobão, sua prima Lurdes do Amaral (a mãe da Barroca) e os seus seguidores Ednei, Zé Carlinhos, Zé Francisco, Tornado, Carlos Alberto Amaral (Galocha), Miguel Lopes Filho, Norberto Amaral Filho, Aracendi Amaral, Pedro Paulo Camilo, Encida Maria Novaes Ferreira, Maria Aparecida Amaral, Vera Lucia Amaral, Lurdes Amaral (a mãe da Barroca), Clélia Aparecida Mariano, Áurea Lúcia Amaral, Francisco Fabiano Júnior (Chiquinho), Gregório, Tamborim, Dorinho Marques, João Márcio, José A. Almeida, Valcir, Céia, Wilson e Marina (o primeiro casal de mestre sala de porta bandeira vindos do Camisa Verde e Branco) estes em sua maioria da Ala Cuíca de Ouro da Vai-Vai.

O primeiro ensaio aconteceu no campo do Brahma na Rua Padre Machado com a Rua Santo Irineu onde Mestre Binha reuniu a molecada da área para formar a bateria que foi considerada a melhor de São Paulo sendo formada apenas pôr garotos somados a experientes batuqueiros do Vai-Vai e do Camisa Verde e Branco.

O nome Barroca é originário do campo de terra que seus integrantes freqüentavam de uma equipe de futebol de várzea, a Portuguesinha, na Vila Mariana, chamado de campo da barroca que abrigava os batuqueiros da escola para animadas rodas de samba aos finais de semana. Local onde em 1976 a escola ensaiou e se consagrou na Rua Jorge Tibiriçá. O nome Barroca foi dado pelo saudoso Valter Japão.

Com uma linhagem de uma escola de raiz, jovem e experiente ao mesmo tempo, filosofias quilombolas e mangueirenses de Pé Rachado, a Barroca sagrou-se campeã do primeiro desfile que participou no III Grupo em 1975 (desfile na Lapa) com o enredo "A Primeira Chegada dos Escravos Negros ao Brasil"; repetiu a façanha em 1976 e venceu o II Grupo com o enredo "Sonho de Palmares"; era muita glória para uma escola tão nova, mas ao mesmo tempo respeitada e admirada pôr todos trazendo a originalidade e criatividade dos sambistas na avenida; alcançou o I Grupo em 1977 onde se firmou como uma grande escola, e nesse ano inaugurou a tão sonhada quadra na Rua Paulo Figueiredo esquina com a Av. Ricardo Jaffet entre a Vila Mariana e o Ipiranga. O ponto de partida da quadra foi o churrasco organizado pelos "Amaral'" pela parte da manhã daquela segunda feira de 09 de Abril de 1977; depois o jogo dos hospedes de honra Mangueira contra Barroca numa partida de futsal seguida por uma boa roda de samba; pós 22 horas a batucada do Mestre Binha dominou a festa sendo tomada atenção quando a bateria da Mangueira efetuou o seu batismo feito pelos padrinhos Mestre Cartola e sua esposa Dona Zica, que foram eles que pediram a Pé Rachado em 1974 que se acaso fundasse uma nova escola, desse o verde e rosa em homenagem à eles e principalmente à estação primeira do samba, Mangueira.

Anos 80 - A Barroca sempre entre as 6 primeiras

Em 1979 a Nação Barroca já é presidida pelo saudoso Osmar César de Carvalho fundador da FESEC e na época presidente da UESP; por regulamento da UESP obrigando as escolas à adotar quatro cores, aderiu o vermelho e branco e nessa época Mestre Fubá e Mestre Bolão comandaram o bom ritmo da bateria, já com o andamento mais acelerado devido até o crescimento dos desfiles na Avenida Tiradentes pela proporção que a agremiação já comportava. Mesmo assim, sendo a bateria mais cadenciada dos desfiles.

Seus marcantes carnavais nos anos 80 foram "Futebol no Carnaval" em 82, onde o samba virou vinheta da Radio Bandeirantes na Copa do Mundo, "75 Anos de Imigração Japonesa no Brasil" em 83, já sob a presidência de Antônio Canallonga (Tonhão) a primeira homenagem de uma escola do Brasil à uma colônia oriental, com participação deles no desfile vindo de avião apenas para passar na passarela; primeiro show ao vivo para o Japão transmitido via satélite no bairro da Liberdade feito pela Barroca Zona Sul com suas passistas, ritmistas e aula de samba do Mestre Pé Rachado e "Chico Rei" em 85 um carnaval todo artesanal com materiais como bambu, palha e barro graças a inteligência de um ex mestre-sala do carnaval de São Paulo, o Mestre Batucada, onde a escola amarga o 5° lugar depois de ser penalizada em 4 pontos por atraso, quando poderia ter se tornado a grande vencedora do desfile de 1985. Época essa marca a quadra da escola, palco de shows de grandes sambistas como Roberto Ribeiro, Luiz Américo, Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Jorginho do Império, Alcione, Originais do Samba e baterias de escolas cariocas como o Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira do Amanhã.

Em 1986 depois de alguns bons resultados foi desalojada da quadra e rebaixada. Passou a ensaiar na Rua Santo Irineu, época de momentos difíceis onde muitos pensaram no fim da escola, mas a volta de Pé Rachado contribuiu para que em 1987 com o enredo "Nação Odara dos Quilombos" (Asas à Liberdade) fosse novamente campeã do II Grupo tirando nota máxima em 9 dos 10 quesitos em julgamento; levou um 9 de bateria pelo fato dos tamborins não repicarem da maneira moderna, isso revoltou demais Mestre Fubá, os ritmistas e principalmente Seu Sebastião Pé Rachado na época que concedeu uma entrevista à TV Cultura dizendo sobre o ritmo da bateria da escola que fundou: "nós fazemos samba, batucada, nossa caixa é guerreira, pega p´ra valer, nosso surdo centra firme a marcação, nossos tamborins batem da maneira tradicional assim como nossa madrinha Mangueira, isso da minha escola nunca vão tirar" (sobre tamborins a Mangueira no Rio também batia da maneira tradicional, famoso "teco-teco") voltando assim em 1988 ao grupo principal com o enredo "No Centenário da Abolição Barroca Novamente “, mais um carnaval de Edson Machado que consagrou a Barroca entre as seis primeiras.

Um ano depois Mario Pereira Rodrigues (Pizzaiolo) presidiu a escola no carnaval de 1989 onde ficou em 7° lugar, ano que marcou a despedida do casal Gabi e Beth, o mestre sala sairia da Barroca para se tornar o mestre sala do século, enquanto Beth ainda se dedicaria à escola se tornando imortal também sendo a maior portadora de bandeira da escola de 76 à 89, foram 15 anos. Nessa época o carnaval de São Paulo já tem com domínio das escolas especiais e do grupo 1 a sua Liga Independente, que é quem atualmente direciona essas entidades.
Anos 90 - Emoções, Perdas e Sofrimento

Em 1990 presidida por Geraldo Sampaio Neto (Borjão) com o enredo "Segredo do Amor" alcançou o 4° lugar, que é sua melhor colocação no grupo especial e a escola consegue a atual quadra no bairro da Água Funda, inaugurada dia 05 de Janeiro. Daí em diante, muitas perdas: a saída de Eumar e Batucada e as mortes de Pé Rachado, Osmar César de Carvalho, Mestre Fubá, Beth e Mario Millonga da harmonia abalaram muito a escola no decorrer dos anos 90. Em 1994 a Barroca Zona Sul mesmo com dificuldades desfilou muito bem, porém acabou sendo rebaixada para o Grupo 1. De 95 a 96 foi presidida por José Augusto Faustino (Baio), com carnavais e mudanças que não levaram a escola para o grupo especial novamente. Em 1997 voltou ser presidida por Borjão que depois oito carnavais de luta; em 1998 com o enredo “Ibirapuera, a Felicidade se Disfarçou de Parque” , 1999 com “Viagens Extraordinárias” e 2000 “Saga de Reis” ano de seu jubileu inclusive onde teve na bateria participação do baluarte Mestre Lagrila a escola perde para si própria cometendo erros primários que adiaram a festa do acesso ao grupo especial.

Novo Milênio - Esperança e Superação


O retorno do grupo especial veio no ano de 2002 : "A Magia nos Jardins da Verde e Rosa" sagrou a Barroca campeã do grupo de Acesso e assim voltando ao grupo especial. O sonho se torna realidade: a quadra de ensaios em reforma, a vinda da carnavalesca Rosa Magalhães da Imperatriz Leopoldinene, é apresentado o carnaval "De Três Corações à Coroação, Quem Sou Eu?" bem, não poderia ser outro a não ser Rei Pelé o carnaval da escola. A inauguração da reforma da quadra em 14 de Setembro de 2002 com detector de metais, banheiros para deficientes físicos, uma enorme estrutura construiu o empossado presidente Luiz Paulo dos Santos. A quadra foi palco novamente de shows com Dudu Nobre, Fundo de Quintal e outros, sempre com quadra lotada. A escola em 2003 se manteve no grupo especial, seguindo também em 2004 com o luxuoso desfile "450 anos de Fé. O Encontro dos Deuses no Coração do Brasil', tema relacionado com a comemoração dos 450 anos da cidade de São Paulo.

Infelizmente em 2005 a escola não consegui se manter no Grupo Especial e acabou rebaixada novamente para o Grupo de Acesso.

Nos anos que seguiram a Barroca apresentou bons desfiles, como em 2006 e 2008 que obteve 3° lugar, mas não o suficiente para leva-lá novamente ao Grupo Especial, porém ao menos em 2008 a escola teve um gostinho especial, a inédita premiação "TROFÉU DIÁRIO DE SÃO PAULO", mais popularmente chamado de Estandarte de Ouro, de melhor bateria no Acesso, sob o comando de Mestre Barroquinha. Em 2007, com o enredo "Cana-de-Açúcar: O Doce Sabor do Prazer" do carnavalesco Armando Barbosa, fez um desfile em que muitos consideram o maior de sua história (mesmo sendo no grupo de acesso), onde ficou com o 4° lugar, porém muito honroso, visto que disputou com escola consagradíssimas no carnaval, Gaviões da Fiel, Camisa Verde, Leandro de Itaquera, Acadêmicos do Tatuapé entre outras.

Novamente a tristeza bate a porta da verde e rosa. Em 2010, depois de um dos anos mais difíceis na captação de recursos a Barroca Zona Sul abusou da criatividade para levar o enredo "O Beijo', desenvolvido pelo carnavalesco Sidinho Ramos (Campeão Vai-Vai 1996), mas a verde e rosa fica com o 7° e penúltimo lugar e é rebaixado para o Grupo I da UESP.

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