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Carnavais Gaviões da Fiel

Carnavais Gaviões da Fiel (41)

Gaviões 2016

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Autores: Geone Angioli e Roberto Azevedo

“Abertura”

Com a alma repleta de calor da fiel torcida nasce a explosão humana da vida e as sensações se transformam num berço de luz. Tudo começa a ganhar novas formas, novos sentidos e novos rumos. Originando sempre um espetáculo transmutável para outros mundos, universos do faz de conta e abismos do subconsciente, onde podemos voar, nos arrepiar, nos assustar, nos encantar.
É admirável nascer, brotar, enraizar, se transformar, ganhar asas… “Quem me dera possuir as asas de um pássaro……..mas eu sou gavião que voa sobre uma paixão, inigualável e difícil de explicar, eu sou vida, nasci e voo todos os dias para o meu mundo fiel”.
Fascinante também é admirar as maravilhas idealizadas pelo fruto da imaginação super-humana. E na dimensão sobrenatural surge um mundo desconhecido, onde o medo, o arrepio e o sombrio nos causam calafrio.
O ser humano busca de todas as formas – o desconhecido; inventa o impossível no real e brinca de tudo que não pode ser.
As mais belas formas da expressividade humana se configuram nas mais incríveis sensações oriundas da mente, onde o sentimento, a admiração e a imaginação, nos levam a um mundo de pura magia.
Toda a natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a trilhar o caminho da transformação.
“Carnaval 2016”
“Sinopse do Enredo”

O ESPETÁCULO DA ORIGEM DA VIDA É FANTÁSTICO!

“Assim como a semente traça a forma e o destino da árvore, os teus próprios desejos é que te configuram a vida.”
(Emmanuel)

A origem da nossa criação sempre foi um tema instigante para diversos teóricos, filósofos e estudiosos do assunto. Falar em origem é falar de nascer, é falar de vida nas mais diversas formas. É no nascedouro de um ser que a vida se torna fantástica, algo que nos emociona e arrepia, e que nos transporta para outra dimensão.
A origem da vida se traduz em extraordinário, não se consegue explicar a relação que há entre o real e aquilo que foge à compreensão humana, podemos apenas imaginar, admirar e sentir. A essência do fantástico está na maneira de encarar esse estado sobrenatural de forma dialética, buscando razões que a própria razão desconhece.
É fantástico observar a metamorfose das larvas em mariposas e o crepúsculo das borboletas, assim como é fantástico perceber a natureza desabrochando em cada canto da terra, também é fantástico ver o brilho das estrelas, o nascer do sol, a chegada da primavera e seus aromas, a formação dos rios, mares e oceanos.
É deslumbrante presenciar a explosão fantástica da vida em todos os cantos e recantos desse planeta, chorar ao nascer o filho, admirar a graça e a beleza dos animais, os povos com suas raízes, tradições e cultura, as riquezas naturais da fauna e da flora permeadas por uma sensação mística de um mundo repleto de encantos e magia.

SUPER-HUMANO: “DO CRIADOR À CRIATURA – AS FANTÁSTICAS INVENÇÕES DO HOMEM”.

“Imaginar é o princípio da criação. Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos”.
Bernard Shaw

O homem desde os primórdios sempre buscou algo para suprir suas necessidades e transformar sua realidade num mundo melhor. Foi através dessa carência chamada necessidade que o seu principal fio condutor – que é o cérebro – evoluiu de maneira espetacular.
No reino animal, o homem (espécie humana) é o único dotado de inteligência suficiente para dominar as leis da natureza. E essa característica dominante o impulsiona a criar e vencer seus próprios limites. Através do poder inventivo de sua mente e de suas mãos habilidosas, o homem conseguiu vislumbrar o infinito e criou inúmeras possibilidades para se tornar grande, um super-homem.
O homem foi iluminado pela sua observação direta nos exemplos que a natureza lhe oferecia. Os pássaros lhe deram a inspiração para voar, os peixes e os seres aquáticos o levaram a conhecer as profundezas do mundo das águas, seus olhos avistaram a montanha e o arco-íris, e este quis ir até lá para saber o que existia por detrás dos montes. E assim começou sua caminhada em busca de um mundo feito segundo a sua concepção.
Dessa ousadia humana, o mundo viu nascer e crescer grandes nações, a humanidade acompanhou o surgimento da roda, da lâmpada, do avião, do telefone, e todas as invenções que fazem parte de nosso cotidiano e que mudou os padrões da civilização terrestre. Porém, as grandes invenções criadas pelo homem que tinham originalmente a intenção de fazer o bem, acabaram também deixando um legado de destruição. As fantásticas invenções humanas simbolizam os dois lados de uma única moeda, onde se encontram o novo e o velho, a luz e a escuridão, o bem e o mal.

SERES IMAGINÁRIOS, FANTÁSTICOS E SOBRENATURAIS.

“A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida”.
Miguel de Cervantes

O poder da mente humana vai muito além da sua imaginação quando se trata de um mundo lendário e sobrenatural, pois o pensamento ultrapassa as barreiras da naturalidade. Falar de um mundo sobrenatural é falar da exuberância de outros seres não reais, presentes ou não em nosso cotidiano, temos, por exemplo: o Mapinguari da Amazônia, o Curupira, o Dragão chinês, a Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, as lendas urbanas, etc.
O fantástico ocorre nesta incerteza entre o real e o imaginário; ao escolher uma ou outra resposta para o acontecido, deixa-se o fantástico para entrar no campo do estranhamento ou do maravilhoso. O fantástico é a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, em face de um acontecimento aparentemente sobrenatural.
No mundo cinematográfico a ficção nos mostra os seres imaginários, lendários e sobrenaturais de forma concreta nas telas do cinema, causando emoção, arrepio e muito medo. Apresenta personagens fantásticos que combatem tanto para o bem ou a favor do mal. Espíritos diabólicos, oráculos e entidades de outro mundo, forças desconhecidas, do Além, fantasmas, monstros, assim como anjos, beatos, santos interferem na vida real sem que a razão, ainda que aterrada pelo medo sinta-se desalojada de suas propriedades constitutivas.

RUMO A UMA FANTÁSTICA VIAGEM DE FANTASIAS E SONHOS.

“O louco, o amoroso e o poeta estão recheados de imaginação”.
Sonho de uma Noite de Verão (William Shakespeare)

O universo mágico da imaginação humana nos proporciona o que há de mais belo por meio da literatura, onde a magia do livro nos encanta, nos faz chorar e apaixonar, e ainda nos leva a uma viagem de sonhos e fantasias por um mundo encantado.
É nessa viagem proporcionada pela literatura, que nos transportamos para um mundo onde o impossível se torna realidade. Através da imaginação fantástica do homem surgem os super-heróis que derrotam os vilões (na eterna luta entre o bem e o mal), e são capazes de solucionar todos os problemas que afetam a humanidade.
A literatura brinca com o impossível e com o sobrenatural, tem o poder de subverter o real mesmo quando procura negá-lo. Uma das formas mais comuns é através do sonho. O sonho é, na verdade, uma não subversão. O sonho possibilita que haja violação sem que, na realidade, ocorra, pois as leis naturais continuam sendo mantidas quando estamos acordados.
Na dramaturgia e na literatura o sonho, o delírio e a ilusão visual são motivos habituais que oferecem a possibilidade da dupla interpretação da narrativa fantástica. O impossível se torna possível, pois os personagens querem mostrar uma realidade que não se encontra no mundo real, querem materializar o sonho.
A narrativa “fantástica” garante o despertar destes sentimentos, porque projeta imagens e uma atmosfera particular ligadas a estados mórbidos da consciência.

SERIA FANTÁSTICO SE TUDO FOSSE HARMONIA!

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Charles Chaplin

Tudo que o homem criou e idealizou em busca de melhores condições socioculturais, foram aniquiladas pela ganância, arrogância e a prepotência do próprio ser humano. Não satisfeito com as maravilhas do mundo, o homem entra em conflito com sua própria espécie, desrespeitando a cor do outro, oprimindo a concepção de mundo alheia, tirando a soberania de uma nação, diminuindo a crença de cada povo, enfim, travando um duelo com seus semelhantes.
Seria fantástico se todas as coisas desse mundo entrassem em harmonia, celebrassem a paz e a união, sem haver distinção entre as coisas que possuem dois lados. Um mundo fantástico onde o que hoje é visto como mal ou ruim se juntasse com aquilo que é tido como bom e do bem. Esse mundo fantástico é possível, se for concebido pelos olhos de uma criança. O sentimento infantil ainda é repleto de afetividade, possui ternura, carinho e amor.
Seria fantástico se todas essas mazelas sociais se transformassem em benfeitorias e que ele aprendesse a conviver em pura harmonia com seus irmãos.
Diante do espetáculo da vida desejamos viver intensamente rumo ao caminho da eterna felicidade, buscando sempre um sentido novo, onde cada aurora possa se tornar o início de uma nova jornada, com novos gestos e rituais para celebrar o fantástico espetáculo que é a vida.

A imponência do voo de um gavião,
com suas asas decorando o céu,
faz nascer um sentimento fantástico,
num bando de loucos,
que gritam por ti…
– EU SOU GAVIÕES DA FIEL.

Quarta, 01 Janeiro 2014 11:55

2014 - O Vôo real do

Escrito por

DESENVOLVIMENTO DO ENREDO

SETOR 1: “PÁSSARO – MENINO” – A INFÂNCIA DO GAROTO ILUMINADO

SETOR 2: “PÁSSARO – REAL” – O ELO CULTURAL DA NOBREZA

SETOR 3: “PÁSSARO – FENÔMENO” – A TRANSFORMAÇÃO

SETOR 4: “FÊNIX” – PERSEVERANÇA E SUPERAÇÃO: A FORÇA DE VENCER

SETOR 5: “PÁSSARO – MIDAS” – O POUSO REAL DAS RIQUEZAS: O NOVO SONHO. O PODER DA IMAGEM

“Abertura”

- Todos os sonhos nascem dos nossos desejos e pensamentos, de momentos em que nos transportarmos para um mundo íntimo, onde tudo se torna mágico, onde podemos visualizar, desfrutar, sentir e viver o que de fato buscamos. Na vida de todo ser humano sempre haverá dificuldades, pois sem elas não existiria aprendizado, não existiria progresso.

- Somos todos movidos pela emoção, pela razão, pelo sentimento de vitória. E lutamos cada vez mais para alcançar nossos sonhos e objetivos. Desde o ventre, somos regidos por luz, por um amor maternal verdadeiro e puro. Durante a vida, sempre existirão nossos guardiões “Mãe e Pai”, nos regendo e mostrando o verdadeiro mundo, com lutas para enfrentarmos e conquistas para alcançarmos, visando a superação e o crescimento humano.

- Somos Gaviões da Fiel, uma raça de guerreiros homens-pássaros. Em nossos voos, se elevam os sentimentos de liberdade, do fantástico e do mágico. Uma nova odisseia se revela. Voa, Menino-Pássaro!

Avante, família Gaviões da Fiel!!!

Carnaval 2014

Sob a luz mágica do Carnaval, a paixão, o amor e o fascínio se renovam para mais uma vez fazer parte desse sonho, que contará a odisseia de um menino cortejado por anjos e querubins, guias de seu voo na vida.
Chamado carinhosamente pela família de “Dadado”, esse menino tinha predileções. Um de seus sonhos era ganhar do Papai Noel uma bola de futebol. Além disso, tinha a vontade de bater bumbo no bloco de Carnaval de Bento Ribeiro, o Espirro do Grilo, aspirava se tornar um soldado e se deslumbrava com aviões, talvez por coincidência, o “aviãozinho”, mais tarde, se tornaria marca registrada ao comemorar seus gols.

Hoje, Ronaldo Luis Nazário de Lima, o Fenômeno, veste-se sob a luz divina do Carnaval e se transforma em pássaro de realeza, mostrando a magnitude de um menino-passarinho que ganhou o mundo.

“PÁSSARO-MENINO” – A INFÂNCIA DO GAROTO ILUMINADO

- Lá do céu, tocado por Deus, nasce o menino-pássaro, o garoto iluminado, batizado de Ronaldo em homenagem ao “médico-anjo”, doutor Ronaldo Valente, amigo da família Nazário, que levou a mãe, dona Sonia, e o pai, seu Nélio, ao hospital São Francisco Xavier, momentos antes do parto. O menino cresceu, iniciando seus primeiros vôos, em Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro. Vindo de família humilde, o “Dadado”, como era chamado carinhosamente pelos irmãos “Nelinho” e “Ione”, já era apaixonado pela invenção de Santos Dumont.

- Ele adorava aviões e sempre dizia que gostaria de ver um mais de perto. Certo dia, ficou encantado quando viu a Esquadrilha da Fumaça. O menino-pássaro não imaginava que, com o passar dos anos, viajaria tanto assim em seu encanto, como contou seu Nélio.

- Os aviões só perdiam na preferência de Ronaldo quando o assunto era futebol. O “Dadado” de Bento Ribeiro, que nasceu com a nobreza nos pés, sempre se destacou entres outros garotos. O talento era natural. Apesar das peladas de rua, o garoto nunca se descuidou do rendimento escolar. No entanto, os cadernos serviam também para outra atividade: anotar os gols que fazia nos jogos pelo bairro. Era só marcar um gol para correr e escrever. Sempre chamou a atenção também nas quadras de futebol de salão.

- O número 13 da sorte não era apenas sua idade na época em que foi para as categorias de base do futebol de campo do time São Cristovão, da zona norte do Rio de Janeiro. Quem acompanhava o talento do menino-pássaro sempre percebia a magnitude do craque.

- Seu Nélio transferiu para o filho o seu sonho de ser jogador profissional, e o destino entregou o presente a “Dadado”, o Ronaldo que sempre orgulhou a família Nazário.

“O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância”
(Provérbio Chinês)

A vida humana não tem só um nascimento, só uma infância, é feita de vários renascimentos, de várias infâncias.

“PÁSSARO-REAL” – O ELO CULTURAL DA NOBREZA

- O pássaro voava cada vez mais para o alto. Da Cidade Maravilhosa alçou voo a um “Belo Horizonte”, em Minas Gerais. As alianças estavam apenas começando, primeiro em seu ninho no Brasil, depois nos ninhos europeus (PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan). O primeiro choque de R9 foi com a mudança do clima, mas, como uma grande ave, a coragem, a força e a soberania nos campos fortaleciam seu grande talento. Crescia convivendo com novas culturas, adquirindo novos conceitos, novas técnicas e construindo amizades com os novos pássaros. Amigos do futebol, como em um duelo entre titãs, revigoravam a cada partida o profissional que lutava para ser melhor a cada dia. A imponência mundial do futebol europeu se rendia aos pés do fantástico Ronaldo. Eleito em 1996 o melhor jogador do mundo pela FIFA, o menino-pássaro de Bento Ribeiro se tornava uma Realeza em Ouro.

“Ronaldo, com a humildade que sempre carregou dentro de si, guarda e conserva as grandes amizades que conquistou nesse elo cultural.”

- O Gran Slam sublime orgulhava não somente seu ego, mas também sua torcida europeia, bem maior do que a de seu país de origem. Os seus feitos lhe rendiam uma disputa maior para, então, fazer parte dos outros clubes.

“PÁSSARO – FENÔMENO” – A TRANSFORMAÇÃO

- A mutação do menino sonhador ganhava a Itália (Milão), chegando a um dos times mais bem-sucedidos da Europa, com grandes conquistas internacionais. Incomparável nas finalizações, reconhecido pela UEFA e FIFA INTERNACIONALE, R9 mudou a camisa para a 10, devido ao destino. Mas, sem dúvida alguma, se lembrou da terra natal e de um de seus grandes ídolos na infância, um certo Galinho que reinava no Maracanã e na seleção Canarinho. Não seria o número da camisa que iria mudar seu destino. Sua presença nos campos era inconfundível. As vitórias não cessavam. Era o jogador que possuía um aproveitamento sem igual, sempre deixando em cada jogo sua marca de artilheiro.
Com toda essa erupção de emoção, vinda dos pés do Ronaldo, esse craque que sempre dava show, foi novamente eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Nosso pássaro-real, a partir daquele momento, era consagrado pássaro-fenômeno.
A imprensa italiana, com todo seu entusiasmo, o apelidou de “Il Fenomeno”, título que alcançou os quatro cantos do mundo.
(Essa emoção das grandes lembranças que Ronaldo deixou nos corações italianos motivou a Gazzeta Dello Sport, conhecido jornal italiano, a lançar um livro que conta a trajetória do Fenômeno).

“FÊNIX” – PERSEVERANÇA E SUPERAÇÃO: A FORÇA DE VENCER

- O retrato do amor verdadeiro pelo futebol sempre esteve estampado em toda a sua vida. O pássaro-fenômeno, interrompido pelo destino, sempre acreditou muito na sua religião “Deus”.
“O refúgio foi ficar fora do país e levar sua esposa e seu filho para ajudar na recuperação (Milene e Ronald). O resto da família mandava força de longe, além das promessas da mãe para Nossa Senhora Aparecida”, lembra dona Sonia.

- Todo esse sentimento familiar transcendia a milhões de fãs que sempre acompanharam a trajetória do Fenômeno. Seus sonhos pareciam terminar, mas o menino iluminado desde a infância nuca desistiu, sua força de vencer era enorme, sua fé e sua espiritualidade sempre o fortaleciam.
“O Fenômeno se transformava em fênix. Ressurgia o fenomenal, o campeão do mundo, supremo Pássaro de Fogo que reacendeu a chama de seu talento, que enalteceu nosso país. Um momento único o ápice da sua carreira.”

- Fênix, símbolo de ressurgimento, representa toda a vontade desse gênio em não desistir do que mais amava fazer, assim como todo ser humano no aspecto da vida. Ronaldo transmitiu todo esse esforço a multidões de fãs, transformou um equívoco do destino em superação, tomando forma de uma grande ave de representação inigualável, proporcionando um momento inesquecível em sua vida e na de todos que junto com ele sorriram, vibraram, gritaram, choraram de emoção e de tristeza por um menino que carregava no peito o sentimento e o orgulho que todos carregamos de ser brasileiros. De ser guerreiros. A humildade, a perseverança dotada de paz interior fizeram seu explosivo nome contagiar crianças, adolescentes, jovens, quarentões e idosos mundo a fora. Um pássaro de paz e de força interior humanista sempre mostrava o outro lado de seu coração, voltado às causas sociais do mundo.

- Para delírio da Fiel Torcida, o Fenônemo-Fênix voou para o Parque São Jorge, emocionando milhões de torcedores do Corinthians. Lá, mais tarde, nos deu o privilégio de anunciar que seus voos finalizariam junto a uma torcida tão apaixonada que o havia conquistado.

“Frase de Ronaldo” (Gente em Foco)

Quero agradecer a toda torcida brasileira que vibrou comigo, que torceu por mim, que chorou comigo quando chorei, que caiu junto comigo quando cai, mas dessa torcida em especial eu quero agradecer a torcida do Corinthians, porque eu nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada, tão entregue assim a um time de futebol.

PÁSSARO – MIDAS” – O POUSO REAL DAS RIQUEZAS: O NOVO SONHO. O PODER DA IMAGEM

- Enfim, o adeus aos gramados. O pássaro de realeza se curva e reverencia a todos, deixando saudades.

“O Pouso Real ao Império Construído”
- Depois de tantas riquezas adquiridas com seu grande sucesso, um novo caminho surgia para o Fenômeno, de volta ao seu ninho real, o Brasil, feliz do orgulho que proporcionou à sua Pátria Amada. Completava sua felicidade poder estar com a família e com as maiores riquezas que o ser humano poderia ganhar de Deus, seus filhos: Ronald, Alexander, Maria Alice e Maria Sophia são os príncipes e princesas do pássaro da realeza, que entre suas asas sempre cuidou com muito carinho dos quatro.
“O melhor sorriso do mundo é aquele que internamente conseguimos sentir… Mãe, pai, filhos…”

Hoje, o nosso Fênix é um pássaro-midas (empresário). Em seu pouso real, suas asas abrigam criando e transformando novos pássaros-irmãos, a fim de que alçem voos.
A imagem se transforma em um grande negócio. O Voo Real do Fenômeno é coroado ao Ninho de Ouro “Brasil”, a Copa do Mundo de 2014, que se orgulha de ganhar um toque fenomenal vindo de um dos maiores artilheiros das Copas e agora membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014.
Vem acompanhando de perto toda a preparação para esse evento mundial, com que há anos todos os brasileiros sonhavam e que hoje se tornou realidade. Assim como foi o sonho do “Dadado”, da família Nazário, que se tornou o nosso Fenômeno.

“Se eu começasse a agradecer a Deus hoje, até o final da minha vida, eu não iria conseguir agradecer tudo o que ele fez” (Ronaldo Luis Nazário de Lima)

Terça, 01 Janeiro 2013 11:55

2013 - Ser Fiel é Alma do Negócio

Escrito por


“Um rei seguia por uma estrada com sua comitiva, quando viu um velho plantando uma arvorezinha. Achou aquela atitude muito estranha, já que a árvore demoraria para crescer, e quando pudesse dar frutos, o velho na certa não estaria mais lá para aproveitar. Então o rei perguntou ao velho plantador de árvores por que ele insistia numa tarefa tão inútil. O homem respondeu: Fico feliz de plantar, mesmo não sendo eu quem vai colher.  Não estamos aproveitando hoje árvores que foram plantadas há anos? Plantar é o que importa. Não o ato de colher. O rei considerou sábia a decisão do homem e, comovido, entregou-lhe um saco com muitas moedas de ouro como prêmio à sabedoria do velho plantador de árvores. E agradeceu assim: Viu só como são as coisas: eu mal acabei de plantar e já estou colhendo frutos.”

Introdução

Para contar a história da cidade de Dubai, precisamos entender, inicialmente, que o cenário árabe é propício a histórias fabulosas, a narrativas alegóricas, que sempre envolvem algum preceito moral, u alguma verdade importante. Eis porque apanhamos episódios históricos de Dubai e os devolvemos como enredo da Gaviões para o Carnaval de 2001, sob o signo do simbólico e do imaginário, dando-lhe caráter dramatúrgico para torná-lo fabuloso. Assim aproximamos o público de um universo mágico e fantasioso, como pede o Carnaval. Vamos a Dubai.

1º Setor – Riquezas Naturais – A pérola do Golfo

Chegavam numerosamente, de vários lugares do Oriente, pescadores, comerciantes e pescadores de pérolas. Atraídos pelas riquezas naturais da região do Golfo Pérsico, às margens do Mar das Pérolas, onde se ergueu o poderoso reino de Maktoum. O lugar era apenas uma aldeia sonolenta e quente, onde corria a fantástica lenda das pérolas, onde diziam que as pérolas eram lágrimas da Lua colhidas pelas ninfas do mar. Foi com o vôo das aves migratórias que veio para o Golfo o califa Omíada, do mundo oriental islâmico. Com seu exército, o Califa invadiu o sudeste da arábia, nas proximidades da aldeia dos coletores e expulsou dali os Sassânidos, poderoso clã que dominava a região. Com isso abriram-se as portas do Golfo para outro clã,o Al Abu Falasa (Casa de Al Falasi), que se estabeleceu na aldeia dos coletores de pérolas e entregou o controle a Abu Dhabi, cujo reino dourou pouco, até a ascensão da dinastia Al Maktoum (também descendente da Casa de Al Falasi). O Sheik Rashid Bin Saeed al Malktoum, tomou o controle da aldeia sem resistência e, às margens do Mar das Pérolas, fez brotar Dubai, a pérola do Golfo.

2º Setor – A formação de uma sociedade cosmopolita – O Reino de Maktoum

O reino de Sheik Rashid Bin Saeed al Malktoum era promissor, visionário, projetava para o futuro a verdadeira vocação de Dubai, que em pouco tempo tornara-se importante cidade do Oriente. Foi num sonho que o Sheik Rashid viu a cidade do futuro brotando no deserto árabe e, ao amanhecer, levou Mohamed, ser filho, às margens do Mar das Pérolas, passeio que repetiria anos a fio, e mostrou-lhe toda a região onde brotara a cidade, que seria a porta do Golfo para o mundo. De fato o Sheik abriu as portas para pescadores, mercadores, comerciantes, que enriqueciam cada vez mais a economia da cidade. Beduínos surgiam de todos os lugares para a grande construção. O sheik vai buscar referências no passado da região, para projetar seu futuro. A Pérsia, a Índia, a Síria e a Arábia despejam cultura e ensinamentos sobre povo de Dubai. Acreditrava o Sheik em seus sonhos e dessa forma queria apanhar ensinamentos herdados pela família para construir a metrópole do Oriente tornando realidade o Reino de Maktoum e os sonhos do rei.

3º Setor – As realizações do sonho do rei – A cidade do futuro

Embora próspera e rica, a cidade estaria em constante ebulição, exigindo cada vez mais investimentos para tornar-se a metrópole tão sonhada pelo rei. Um sinal enviado pela natureza encheria de esperança o velho Sheik: o petróleo jorraria trazendo progresso e muitos trabalhadores para a região. Mas não seria suficiente, o crescimento acelerado aumentaria a fome financeira e o Sheik teria de pedir milhões de dólares emprestados ao seu vizinho rico produtor de petróleo, o Kuweit, para a construção de ancoradouros, armazéns, estradas, escolas e casas. A educação, a arquitetura moderna e a tecnologia, representando o conhecimento, a modernidade e a comunicação, que estariam nas prioridades do Sheik. Seria necessário dar condições mais adequadas para que os visitantes passassem pela cidade, de forma quase obrigatória, o que traria o desenvolvimento da aviação para o progresso de Dubai como Centro Financeiro do Oriente e sedimentá-la como cidade do futuro.

4º Setor – Comércio, Turismo e lazer – Um sonho para todos

Pois foi com o  apoio do vizinho rico que Dubai passou a brilhar como estrela no firmamento árabe. O mundo passou a conhecer e respeitar o Reino de Maktoum. Milhares de pessoas hoje passem pela cidade de Dubai e com freqüência recorrem ao cheiroso mercado de especiarias em busca de sensações e lembranças daquele extraordinário lugar. Como metrópole, Dubai se orgulha dos shoppings, da Palm Jumeirah Residence, de suas praias, de lugares mágicos, como os Hotéis Burj Al Arab, o único sete estrelas do mundo, e o Hidropolis, construído no fundo do mar, e o parque de diversões Dubailand.

5º Setor – Esporte e Cultura – Um futuro promissor

Como previra o Sheik Rashid, a cidade tornou-se a porta do Oriente para o mundo. A cultura é responsável pela reunião de momentos verdadeiramente fabulosos quando se visita Dubai. Seu festival de cinema é um dos maiores acontecimentos artísticos do Oriente. O Forte Al Fahid, que virou museu, possibilita ao visitante experimentar a sensação de uma noite no deserto. Outro importante museu é o do parque do ouro e do diamante, que leva o visitante a conhecer os métodos de produção do ouro e como o diamante é lapidado. O museu também é primoroso pelas jóias árabes, italianas e indianas que apresenta. Dubai também se dedica ao desenvolvimento do esporte. A famosa corrida de camelos é destaque no mundo e os esportes aquáticos são bastante difundidos, assim como o futebol, que desde 2007 é realizado um campeonato organizado por agentes da FIFA, do qual participam algumas das maiores equipes de futebol do mundo. A copa é disputada em quatro partidas realizadas no Dubai Sports City e entrega premiação milionária às equipes que a disputam. Agora quem sonha é Mohamed, filho do Sheik, que nutre o sonho das Olimpíadas realizadas em Dubai.

O velho Sheik não viveu para ver sua cidade finalmente construída e atraindo pessoas do mundo inteiro. O jovem Mohamed se lembra da última vez em que o pai o levou ao passeio nas margens do Mar das Pérolas, onde pintava seus sonhos com a tinta da esperança, ensinando ao filho todos os caminhos para fazer com que Dubai tenha um futuro promissor e que seja um símbolo de riqueza e prosperidade para o mundo curioso, e vendo seu pai no fim de seus dias, Mohamed perguntou: Pai, porque investiu tanto dinheiro na construção dessa cidade, se o senhor não poderá desfrutá-la depois. Sua idade avançada não permite esse sonho, vê-la pronta no futuro. O Sheik riu e respondeu: Dubai será o lugar mais próspero da Terra, meu filho. Aqui, a natureza vai ser respeitada e estará sempre em harmonia com o homem. Construiremos a maior cidade da Arábia. É como o velho que plantou a árvore na fábula: “Fico feliz em plantar, mesmo não sendo eu quem vai colher os frutos. Não estamos hoje aproveitando as árvores que foram plantadas muitos anos antes? Plantar é o que importa, não o ato de colher.

Quinta, 01 Janeiro 2009 11:55

2009 - Enredo a Definir

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Gaviões em revoada partem rumo ao improvável. Num vôo rasante, encontram em terras de Santana de Parnaíba o portal de entrada para uma história de coragem, luta, esperança e fé. Coragem para desbravar e romper pelas terras de um país recém-descoberto. Luta pela sobrevivência diante do desconhecido interior do Brasil. Esperança em um futuro banhado de riqueza escondida mata adentro. Fé em Santa Ana, inspiradora e homenageada no nome da cidade de quem hoje fazemos enredo. Uma devoção nascida do sonho de Suzana Dias, fundadora da cidade ao lado do filho André Fernandes. Ao ter uma visão da santa, Suzana pediu que em sua glória fosse erguida uma igreja, hoje a matriz do município.

Nascida às margens do rio Tietê, conhecido como Anhembi até o início do século XVIII, a cidade de Santana de Paranaíba viu partir de suas terras muitas das expedições de bandeirantes que iriam contribuir para a expansão do território brasileiro, cortando as matas rumo ao sertão, ou, em sua forma original, “desertão”. O termo, que significa “desabitado”, logo foi desmentido pelas expedições

No caminho, encontraram várias tribos nativas que ora lhes ajudavam, ora lhes atacavam. A história registra personagens importantes do movimento bandeirista, entre eles Bartolomeu Bueno da Silva, que nasceu em Santana de Parnaíba e seguiu pelo interior do Brasil, chegando ao sertão de Goiás. Ali lançou mão de um truque para impressionar os índios ateando fogo à aguardente como se estivesse incendiando os rios. Diante dessa visão, os índios lhe deram o apelido de “Anhangüera”, que quer dizer “Diabo Velho”.

As viagens seguiam em seu destino incerto. No olhar delirante dos desbravadores, a mata se transforma em ouro. Frutos e flores, em pedras preciosas. As águas dos rios, lagos e cachoeiras que os conduzem Brasil adentro são como tapetes de prata, que reluzem numa fantástica alucinação, causadas não apenas pelo cansaço, fome e pelas doenças contraídas no caminho, mas pelo sonho de riqueza instantânea.

Mesmo em condições adversas, foram estas expedições as responsáveis pela expansão do território brasileiro. E de Santana de Parnaíba, muitos desses bravos aventureiros partiram. Alguns por ali ficaram. Outros poucos retornaram. Mas, por meio dessas trilhas desafiadoras, construíram a grandiosa aventura de abrir caminho rumo ao coração do Brasil.

O tempo passa e as mesmas águas que guiaram os bravos bandeirantes também conduzem aos caminhos do desenvolvimento. As seqüências de quedas d’água do rio Tietê fizeram dali o local propício para a construção da Hidrelétrica de Parnahyba. Uma das maravilhas do recém-chegado século XX, a energia elétrica provoca profundas transformações na cidade e na região.

A Usina foi inaugurada em 1901. Era época da chegada do Art Nouveau ao Brasil, um estilo artístico inspirado nas formas orgânicas e na valorização da natureza, esta mesma provedora do progresso que se acelera nas terras de Santana. A energia gerada pela hidrelétrica era de tamanha potência que chegou a ser aproveitada para mover os bondes da grande São Paulo. Ou seja, a força-motor que impulsionou a próspera capital paulista veio inicialmente de Santana de Parnaíba. Sutilezas da história de um lugar onde as glórias do passado se encontram nas conquistas do presente.

O samba que hoje embala nossos bandeirantes Gaviões é o mesmo descrito pelo modernista Mário de Andrade na década de 30. Ao pesquisar as origens do samba rural paulista, encontrou não apenas um ritmo, mas uma verdadeira celebração viva no requebro das ancas das lindas negras e do ritmo forte marcado pelos bumbos. Uma batucada que nasceu nas fazendas de café e se disseminou por várias regiões do estado.

Além do samba, a herança cultural de Santana de Parnaíba também está presente no seu valioso conjunto arquitetônico. Um orgulho para a cidade, testemunha das várias transformações ao longo dos séculos, que não perde o traço pioneiro do passado, a modernidade do presente e o arrojo do futuro. A antiga vila nascida da fé de seus habitantes encontra ainda hoje sua vocação de portal de um novo mundo ao preparar os viajantes antes de uma outra longa jornada.

Santana de Parnaíba é o marco zero do Caminho do Sol (versão brasileira do Caminho de Santiago de Compostela), de onde partem peregrinos que encontram o prazer de percorrer um trajeto em direção ao interior de São Paulo, rumo ao interior de si mesmo. A busca dos bandeirantes por riquezas encontra um contraponto no caminho desses bandeirantes da fé, que, despojados materialmente, trazem consigo apenas as reflexões sobre o real sentido da vida. Uma viagem esotérica em direção ao próprio conhecimento.

É na alma pioneira e inovadora dos nossos bandeirantes gaviões que encontramos a força para seguir adiante. E vamos nós desbravando os próprios limites num caminho de emoção que percorre a passarela do Anhembi, este palco onde todos os nossos sonhos se tornam possíveis. Esta é a nossa fé. Que Santana e São Jorge nos guiem rumo a um grande carnaval. Avante Gaviões, rumo ao portal dos sertões!

Mauro Quintaes

Segunda, 01 Janeiro 2007 11:55

2007 - Anchieta, José do Brasil

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