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Gaviões da Fiel

Gaviões da Fiel

Em 1973, os Gaviões da Fiel já possuía um número muito grande de associados e manter os Corinthianos reunidos na fase pós-campeonatos era um desafio para seus integrantes, pois muitos associados se dispersavam e só voltavam a freqüentar a quadra após o carnaval.

Carnaval 2017 História Carnavais Gaviões da Fiel

Quinta, 01 Janeiro 2009 11:55

2009 - Enredo a Definir

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Gaviões em revoada partem rumo ao improvável. Num vôo rasante, encontram em terras de Santana de Parnaíba o portal de entrada para uma história de coragem, luta, esperança e fé. Coragem para desbravar e romper pelas terras de um país recém-descoberto. Luta pela sobrevivência diante do desconhecido interior do Brasil. Esperança em um futuro banhado de riqueza escondida mata adentro. Fé em Santa Ana, inspiradora e homenageada no nome da cidade de quem hoje fazemos enredo. Uma devoção nascida do sonho de Suzana Dias, fundadora da cidade ao lado do filho André Fernandes. Ao ter uma visão da santa, Suzana pediu que em sua glória fosse erguida uma igreja, hoje a matriz do município.

Nascida às margens do rio Tietê, conhecido como Anhembi até o início do século XVIII, a cidade de Santana de Paranaíba viu partir de suas terras muitas das expedições de bandeirantes que iriam contribuir para a expansão do território brasileiro, cortando as matas rumo ao sertão, ou, em sua forma original, “desertão”. O termo, que significa “desabitado”, logo foi desmentido pelas expedições

No caminho, encontraram várias tribos nativas que ora lhes ajudavam, ora lhes atacavam. A história registra personagens importantes do movimento bandeirista, entre eles Bartolomeu Bueno da Silva, que nasceu em Santana de Parnaíba e seguiu pelo interior do Brasil, chegando ao sertão de Goiás. Ali lançou mão de um truque para impressionar os índios ateando fogo à aguardente como se estivesse incendiando os rios. Diante dessa visão, os índios lhe deram o apelido de “Anhangüera”, que quer dizer “Diabo Velho”.

As viagens seguiam em seu destino incerto. No olhar delirante dos desbravadores, a mata se transforma em ouro. Frutos e flores, em pedras preciosas. As águas dos rios, lagos e cachoeiras que os conduzem Brasil adentro são como tapetes de prata, que reluzem numa fantástica alucinação, causadas não apenas pelo cansaço, fome e pelas doenças contraídas no caminho, mas pelo sonho de riqueza instantânea.

Mesmo em condições adversas, foram estas expedições as responsáveis pela expansão do território brasileiro. E de Santana de Parnaíba, muitos desses bravos aventureiros partiram. Alguns por ali ficaram. Outros poucos retornaram. Mas, por meio dessas trilhas desafiadoras, construíram a grandiosa aventura de abrir caminho rumo ao coração do Brasil.

O tempo passa e as mesmas águas que guiaram os bravos bandeirantes também conduzem aos caminhos do desenvolvimento. As seqüências de quedas d’água do rio Tietê fizeram dali o local propício para a construção da Hidrelétrica de Parnahyba. Uma das maravilhas do recém-chegado século XX, a energia elétrica provoca profundas transformações na cidade e na região.

A Usina foi inaugurada em 1901. Era época da chegada do Art Nouveau ao Brasil, um estilo artístico inspirado nas formas orgânicas e na valorização da natureza, esta mesma provedora do progresso que se acelera nas terras de Santana. A energia gerada pela hidrelétrica era de tamanha potência que chegou a ser aproveitada para mover os bondes da grande São Paulo. Ou seja, a força-motor que impulsionou a próspera capital paulista veio inicialmente de Santana de Parnaíba. Sutilezas da história de um lugar onde as glórias do passado se encontram nas conquistas do presente.

O samba que hoje embala nossos bandeirantes Gaviões é o mesmo descrito pelo modernista Mário de Andrade na década de 30. Ao pesquisar as origens do samba rural paulista, encontrou não apenas um ritmo, mas uma verdadeira celebração viva no requebro das ancas das lindas negras e do ritmo forte marcado pelos bumbos. Uma batucada que nasceu nas fazendas de café e se disseminou por várias regiões do estado.

Além do samba, a herança cultural de Santana de Parnaíba também está presente no seu valioso conjunto arquitetônico. Um orgulho para a cidade, testemunha das várias transformações ao longo dos séculos, que não perde o traço pioneiro do passado, a modernidade do presente e o arrojo do futuro. A antiga vila nascida da fé de seus habitantes encontra ainda hoje sua vocação de portal de um novo mundo ao preparar os viajantes antes de uma outra longa jornada.

Santana de Parnaíba é o marco zero do Caminho do Sol (versão brasileira do Caminho de Santiago de Compostela), de onde partem peregrinos que encontram o prazer de percorrer um trajeto em direção ao interior de São Paulo, rumo ao interior de si mesmo. A busca dos bandeirantes por riquezas encontra um contraponto no caminho desses bandeirantes da fé, que, despojados materialmente, trazem consigo apenas as reflexões sobre o real sentido da vida. Uma viagem esotérica em direção ao próprio conhecimento.

É na alma pioneira e inovadora dos nossos bandeirantes gaviões que encontramos a força para seguir adiante. E vamos nós desbravando os próprios limites num caminho de emoção que percorre a passarela do Anhembi, este palco onde todos os nossos sonhos se tornam possíveis. Esta é a nossa fé. Que Santana e São Jorge nos guiem rumo a um grande carnaval. Avante Gaviões, rumo ao portal dos sertões!

Mauro Quintaes

Segunda, 01 Janeiro 2007 11:55

2007 - Anchieta, José do Brasil

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Domingo, 01 Janeiro 2006 11:55

2006 - Asas da Fascinação

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Desde o início o céu é uma das grandes cobiças do homem.

No princípio Deus criou os anjos para povoar o céu e para colorir de forma harmoniosa este imenso manto Deus criou os pássaros, seres que ganharam asas e o privilégio de voar, despertando nos homens o interesse de imitá-los, à ponto de alguns reinos da antiguidade terem os pássaros como verdadeiros deuses.

Projetos e inventos foram idealizados durante toda história da humanidade para que o homem conseguisse voar e no princípio do século XVIII, o mundo pôde assistir as primeiras tentativas de vôo, cabendo a Bartolomeu Gusmão, o “padre voador”, essa glória, com sua famosa passarola.

Nessa busca incessante de conseguir voar, surge em Minas Gerais um menino com pensamentos voltados para fantasias e aventuras, cismando que os homens poderiam imitar os pássaros. Alberto Santos Dumont, com a mente repleta de esperanças, ansiando por voar e cortar o céu azul, relembrando a lenda fascinante de Ícaro, realizando a “proeza do século” em seu famoso “14-bis”.

Depois dele surgiram vários pioneiros, mas o título de “Pai da Aviação” lhe foi outorgado e após tal feito a aeronáutica marchou passos gigantes rumo a meta do maravilhoso progresso atual.

Voar como um pássaro, capaz de revolutear pelo céu, como um gavião no topo, eis o momento das grandes travessias transatlânticas e cabe a mais um brasileiro tal proeza, João Ribeiro de Barros a glória de atravessar o Atlântico-sul, partindo de Gênova e chegando ao Rio de Janeiro em seu bimotor “Jaú”.

O homem conquista o espaço sideral, conquista a lua e aperfeiçoa seu invento voador.Porém, para que todos os aparelhos voadores sejam perfeitos em prol do progresso e da civilização, não esqueçamos jamais os sacrifícios de tantos heróis, que usemos essas máquinas somente para a PAZ e CONFORTO sobre a proteção de nosso padroeiro São Jorge.

Terça, 01 Janeiro 2002 11:55

2002 - Xeque Mate

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Sábado, 01 Janeiro 2000 11:55

2000 - Um Vôo Para a Liberdade

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