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Rosas de Ouro

Rosas de Ouro

Fundada em 1971 por um grupo de quatro amigos, José Luciano Tomás da Silva, João Roque “Cajé”, José Benedito da Silva “Zelão” e entre eles o seu eterno presidente Eduardo Basílio, que permaneceu à frente da escola até outubro de 2003, e dá nome à sua quadra. Hoje, uma das maiores e bem estruturadas de São Paulo.

Carnaval 2017 História Carnavais Rosas de Ouro

Nesta quarta-feira, a Sociedade Rosas de Ouro recebe o maior bloco de rua da capital

A Rosas de Ouro abre as portas de sua quadra para receber o Bloco Desmanche e unir as duas paixões dos brasileiros em um único lugar: Escola de Samba e Bloquinho de rua.

 

Há mais ou menos um mês, seis integrantes da Ala das Baianas estão colaborando com os aderecistas e costureiros da escola e se ofereceram para ajudar a  montar partes das roupa do desfile oficial. O trabalho rendeu e o coordenador da Ala Silvio Formigoni até desenvolveu um molde específico para acelerar o trabalho.

Na última sexta-feira, dia 06 de janeiro, a tradicional escola de samba da zona Norte de São Paulo, apresentou as novas componentes para a comunidade em seu ensaio de quadra pré-Carnaval.

Rosas2016LOGOAutor: André Cezari

INTRODUÇÃO

Memória da pele! Tatuagem, obra de arte viva, e atemporal tanto quanto a vida. Traçado delineado outrora pelos dentes animais, pelas lascas e pontas das pedras que marcaram os nômades, Neandertais.

Na África distante berço da humanidade, o homem e seus rituais, lavam a alma com sangue das veias ancestrais, escarificam o corpo, entronizam suas divindades naturais. Desenhos e linhas que consagram o ser e diferenciam os tribais.

Criando suas cicatrizes sobre a pele e nela os reflexos dos pigmentos demonstram orgulho, força, proteção, amuleto, amor, transe espiritual, devoção, vaidade, sexo. Sob o corpo as marcas sedutoras, refletem no olhar do outro sua mensagem sem som e sem palavras!

Marcas que transpassaram o véu da eternidade e tinha um papel social, religioso, místico... Ritos de passagens. Designa um amor absoluto, geralmente infinito, que não se enquadra nas limitações do tempo.

Onipresente, floresceu em todos os continentes, do norte, ao sul, leste e oeste, esboçando a vida de povos antigos, cravados na derme!

Historicamente a tatuagem revela hábitos e costumes que constroem o saber do homem sobre si mesmo e sobre o outro, produzindo sentido de identificação, estilos diversificados, "identidade da pele". Objeto de contemplação!

Em sua trajetória também foi marca do medo, de infâmia, criminalidade... Preconceito! Mesmo com a intolerância da sociedade humana, ela sobreviveu!

O homem. Dos nativos, aborígenes ao moderno, através da inserção de pigmentos sob a pele ou pela criação de cicatrizes, escreve seu próprio testamento.

Hoje se desenha arte. O maior órgão do corpo humano é a tela do artista, que nela imortaliza sua obra-prima, seu talento divinal!

No Carnaval 2016, a Sociedade Rosas de Ouro mostrará seus pigmentos, suas marcas encravadas na pele de seus componentes, artistas da folia que vislumbram há 44 anos a TATUAGEM delineada, traçada em seus corações pelo eterno Presidente Eduardo Basílio com a sua emblemática frase: "Serás eterna como o tempo e reflorescerás a cada Carnaval.

Uma linda homenagem, em "flashes" e estêncil, agulhas e tintas. Cores, brilho, canto, encanto e a magia do maior espetáculo a céu aberto da Terra.

SINOPSE

Um tema tão vasto, com inicio há mais de cinco mil anos, precisa muito mais que algumas linhas para ser vislumbrado. O ato de marcar o corpo é tão antigo quanto à humanidade.

Em séculos de existência, marcas criadas ou conquistadas evoluíram como o próprio homem. Exposta como insígnia, a Tatuagem venceu feras com bravura (caça e defesa - idade da pedra), esculpiu corpos (escarificações), consagrou rituais (nativos - aborígenes- tribos), lutou em batalhas e virou troféu. Desbravou os mares, e migrou com navegantes entre as antigas civilizações. Do Egito ao Japão se desenvolveu em estilos e técnicas permanentes ou não.

Mas nem sempre, Tatuagem e religião conviveram em paz, diferentemente da postura dos primitivos, máquinas de repetir tradição, as civilizações ocidentais eram volúveis diante do corpo, o mesmo povo que condenava a marca a ser instrumento de prisão perpétua no rosto de seus escravos, os imitavam sem medidas, a ponto tal que foi preciso a intervenção da igreja mais de uma vez. Perseguida, a Tatuagem foi proibida no ano 787 d.C., pelo Papa Adriano I. Hiato que durou 982 anos, até que rostos Maoris delineados em traços finos surgem na Europa, levados pelo capitão James Cook, que ao aportar na Nova Zelândia, redescobriu a prática. James Cook é o pai do termo Tattoo. (Termo originário do som da batida do ancinho tatau, instrumento usado para desenhar na pele).

A Tattoo se espalhou com a velocidade da luz, deixando dentes, pontas, e o tatau "para trás" e a energia elétrica seduziu. Forjada em metal surge a Máquina de Tatuar em 1891 - O Tatuógrafo - reproduzida a partir da invenção de Tomas Edison, foi o imigrante irlandês, Samuel O’Reilly tatuador estabelecido em Nova York quem mudou o curso da Tattoo-trajetória, entre inspirações e adaptações, capta a intenção original da invenção, e usa as engrenagens para a nova geração. Com eletricidade, agulha e tinta, tatuadores crivam a derme e concluem a arte com rapidez e perfeição.

As peles camufladas viraram atração em espetáculos circenses. Com o passar do tempo picadeiros europeus mostravam inusitados, arrepiantes e bizarros homens e mulheres que se expunham, deixando o respeitável público em êxtase, no circo das ilusões.

Entre traços e pigmentos a Tatuagem percorreu cartas náuticas, embarcou com marujos e seus cachimbos entre os dentes! Viagens fantásticas por todos os povos do mundo, até guerras retratou!

A jornada marítima continua. Nos portos, braços dos valentes homens do mar, tatuados com ancoras, sereias, tridentes, carpas, flores, andorinhas, também a saudade eloquente, exibida na pele em forma de corações flechados, nomes apaixonados, enfim, todo corpo era marcado. Em cada pele um festival de traços e cores. Idolatrada entre minorias, periferias e artistas com autonomia. O marinheiro Lucky chega ao Brasil em 1959!

E neste solo fértil, onde floresce a roseira e canta o sabiá, Lucky Tattoo fixou seu olhar dinamarquês. Socializou sua arte na margem do cais transformando em profissão o que desenvolveu durante suas navegações, encontrou suas primeiras telas brasileiras entre as mulheres de vida fácil, e na malemolência dos malandros, nos guetos, nos becos e nas vielas de Santos.

Fez fama, virou mestre! Com a arte ocupou seu lugar na sociedade, status que o levou a tatuar pessoas de todo Brasil. Paralelo ao Flower Power na década de 60, Lucky usou também os símbolos do Movimento Hippie na psicodélica tribo da paz e amor. Sua arte despertou a atenção dos cariocas que disputaram seu traço, que tatuou o dragão no braço do (José Artur Machado, o Petit,) Menino do Rio. Mistura de sotaques e tintas nos corpos já tatuados/dourados pelo astro-Rei (sol) que também penetra a pele e faz brotar o pigmento natural.

O crescimento da tatuagem moderna integrou festivais de musica internacionais e
nacionais, ganhou as ruas e se transformou em galerias vivas de arte permanente. Lucky Tattoo é o rei da Tatuagem no Brasil!

E há cinco milênios depois, as tatuagens se modificaram muito, mas não saíram de cena. Nos jovens dos anos 70, era um dos meios de expressar rebeldia social, o sentido estigmatizador do uso da tatuagem começa a mudar a partir do final dos anos 80, quando se tornou até brincadeira de criança, nas areias das praias, nas figurinhas de chiclete. A partir dos anos 90, a opção por se tatuar converteu-se em prática crescentemente visível, e forte característica das culturas jovens urbanas. Motoqueiros e suas caveiras e abutres tatuados, skatistas, surfistas, skinheads, aventureiros e artistas da musica desde Woodstock, do Heave Metal, do Rock in Rio, e do Pop, do Punk, e do Rap. Este último, utiliza o grafite e o Tattoo, aliados ao talento musical nas denúncias sociais, e na deflagração das condições carcerárias, prisionais.

Entre às grades e incautos, a flor nasce. Em cadeias e casas de detenção, códigos, dialetos, separação, ritualização, conversão e saudade! Buscando com criatividade executar a arte, detentos e seus apetrechos mostram seus símbolos. O cinema e Televisão exibiram a atuação da "flor do presídio" em títulos diversos, como exemplo, o filme Carandiru.

O estigma associado às tatuagens diminuiu, o mundo se abriu! A indústria cresceu
exponencialmente, e o mercado continuou a florescer. Apontada como obra de arte a pele!

A Tatuagem virou o jogo, continuou a inspirar e também no esporte venceu a partida. Disseminada nos campos, nas quadras e nas torcidas.

A sociedade aderiu e aceitou sua evolução. Tratada como identidade, conectada
virou expressão, chegou às feiras e convenções, liderando o discurso da autenticidade, personalidade e superação. Reconhecida em todas as peles, sem distinção. Hoje a marca esta encravada também nas pessoas tradicionais, famílias normais onde mães e pais, trazem no corpo a lembrança de seus filhos, eternizando os laços na memória da pele.

Presente no Rap, Pop e no Rock, no Samba não foi diferente. Virou marca de gente bamba, que não passa a vida em branco, tinge com as cores do seu manto, o corpo, a pele, o símbolo do seu pavilhão.

Como agulhas, os saltos finos das passistas tatuam a passarela. Os tatuadores são: A Presidente, sua Diretoria, seus artistas, cantores, compositores, ritmistas, baianas, velha-guarda...Sambistas! E o Carnavalesco. A Comunidade é a Máquina. A Pele é o Samba, que arrepia! O Estêncil é o Figurino. O Enredo são os Flashes. O Pigmento são as Cores da Agremiação. O sentimento é o Pavilhão desfraldado pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira, que riscam o chão de poesia e espalham o perfume da nossa Roseira.

No Carnaval 2016, a Sociedade Rosas de Ouro mostrará seus pigmentos, suas pétalas e marcas encravadas na pele de seus componentes, artistas da folia que vislumbram com alegrias as profecias de seu eterno Presidente Eduardo Basílio, que há 44 anos tatuou em seus corações a frase que reescrevemos com amor e respeito a quem plantou está semente, e gerou rosas do metal mais precioso, Rosas de Ouro:

"Serás eterna como o tempo, assim como a tatuagem que a partir de agora
reflorescerá a cada Carnaval".

Sexta, 23 Janeiro 2015 16:20

História Rosas de Ouro

Escrito por

Fundada em 1971 por um grupo de quatro amigos, José Luciano Tomás da Silva, João Roque “Cajé”, José Benedito da Silva “Zelão” e entre eles o seu eterno presidente Eduardo Basílio, que permaneceu à frente da escola até outubro de 2003, e dá nome à sua quadra. Hoje, uma das maiores e bem estruturadas de São Paulo.
Seu nome vem de uma condecoração do Papa Gregório II em 730, para condecorar virtuosas princesas católicas, o bouquet de Rosas de Ouro, contidas em um vaso de forma elegante, ricamente decorado, abençoado pelo Papa antes da missa do quarto domingo de quaresma. Após a assinatura da Lei Áurea, em 1889, sua alteza imperial – Princesa Isabel seria condecorada por iniciativa do Papa Leão XIII, que a entregou uma “Rosa de Ouro”.
A ascensão da Rosas de Ouro foi meteórica. Desfilou pela primeira vez em 1973, no segundo grupo, e ficou em quarto lugar. No ano seguinte ganhou o segundo grupo e subiu para o grupo principal. Em sua primeira aparição entre as grandes escolas de samba ficou com o vice-campeonato. Seus sambas, nos primeiros anos de existência foram feitos pelo compositor Zeca da Casa Verde.
Em 1983 veio a alegria maior para os componentes da “Roseira”, apelido carinhoso da Escola, o campeonato com o enredo Nostalgia, último samba que Zeca da Casa Verde fez para a Escola, e que era uma volta a São Paulo do começo do século XX.
A cidade paulistana, aliás, é o tema preferido dos enredos da Rosas de Ouro. Já foram apresentados na avenida temas como a célebre Faculdade de Direito do Largo São Francisco, enredo do bicampeonato em 1984, a Avenida São João, os vários povos de toda parte do Brasil e do mundo que fizeram da cidade seu novo lar, o final de semana típico de um paulistano, a evolução da cidade através dos tempos, a gastronomia de São Paulo, personagens como os Demônios da Garoa e Paulo Machado de Carvalho e até uma visão futurística de como seria a cidade cem anos depois.
A Sociedade Rosas de Ouro é uma das Escolas favoritas da cidade e frequentada por uma variedade de pessoas: famílias, jovens, estudantes, crianças e estrangeiros. Em mais de 30 anos desfilando no Grupo Especial, dificilmente ficou abaixo da sexta colocação.
A comunidade da Freguesia do Ó também merece destaque pela Escola. Desde que saiu do seu bairro de origem – Brasilandia – a Rosas de Ouro desenvolve atividades com crianças e idosos ao redor da quadra. Procura ajudar os menores carentes, retirando-os das ruas. “O que mais nos orgulha é que no bairro não existem crianças nos semáforos”, dizia o presidente e fundador da escola, Eduardo Basílio. “Tiramos todas as crianças das ruas”, acrescentava. Em 1995 foi criado o “PROJETO SAMBA SE APRENDE NA ESCOLA”, e devido à situação precária das famílias das crianças e dos adolescentes tornou-se necessária à criação de um Programa Social mais abrangente e extensivo às famílias, onde buscamos sempre o ensinamento e o aprendizado, divulgando as atividades sempre com seriedade, almejando atingir a perfeição, querendo com isso se posicionar entre um dos melhores Projetos Sociais ligados as escolas de Samba e ao Carnaval.
As senhoras da ala das baianas promovem festas e concursos durante ano, através de grupos de convívio para as pessoas da terceira idade.
Sem perder a essência de escola de samba, a Rosas de Ouro profissionalizou seu segmento e passou a oferecer para grandes empresas, festas e eventos o show Rosas de Ouro apresentado em todo território nacional e outros países.
Toda a equipe da Escola é comprometida com as atividades, desde o lançamento do enredo até o desfile oficial. Não há período sazonal. O trabalho é intenso, durante o ano inteiro.
Em 2003 o querido presidente Eduardo Basílio adoeceu e deixou a nação azul e rosa em luto. Como sucessora sua filha Angelina Basílio, atual Presidente, passou a dirigir a Escola com muita garra. Tomou a frente dos trabalhos, sem mudar a metodologia de seu pai: “Continuarei os sonhos que o Presidente Basílio acalentava”, comenta Angelina.

Quarta, 01 Janeiro 2014 11:55

2014 - Inesquecível

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ABERTURA: “O Milagre da Vida”

No grande ciclo da vida há sempre um começo, um meio e um fim.

Ao olhar para a trajetória percorrida, ponho-me a pensar sobre tudo o que vivi, o que aprendi, o que conquistei, o que senti, o que me marcou e quais foram os momentos inesquecíveis em minha história.

O princípio de tudo está no primeiro grande presente que ganhei, um Presente Divino: O Dom da Vida.

Para anunciar a minha chegada e para me proteger nesta jornada, o Criador me deu anjos. Eles comigo estarão por toda a vida, mas um deles terá um papel ainda mais especial: o papel de minha mãe.

Caminhemos juntos neste túnel do tempo, para reviver os momentos inesquecíveis.

Sob as bênçãos do Criador o “milagre da vida” vai acontecer no ventre desta mulher. Criados à imagem e semelhança de Deus, iniciaremos nossa jornada experimentando e sentindo a vida com nossos cinco sentidos, guardando os momentos inesquecíveis em nossa memória e em nossos corações.

A primeira coisa que lembro, são as pessoas sorrindo pra mim, comemorando minha chegada.

PRIMEIRO SETOR (Infância) “Tempo da Inocência”

Eu tinha sede de viver. Nem dormir eu queria!

Não me deixavam fazer tudo. Eu lembro que quando ficava muito contrariado, chorava bem alto, e as únicas coisas capazes de acalmar minha frustração eram os meus pertences inseparáveis: a chupeta e um paninho que eu arrastava por onde fosse.

Viver era brincar… E por isso fiz de meus brinquedos meus fiéis companheiros.

Eu só os deixava meio de lado quando resolvia explorar novos lugares. Ah! Esta minha sede de explorador, me colocou em grandes enrascadas!

A única coisa capaz de me deter era aquele ser assustador, um ser que na verdade eu nunca vi, mas que minha mãe dizia estar ali por perto para pegar crianças desobedientes… O Bicho Papão.

Havia tantas coisas para eu conhecer que se não fossem aqueles jogos de memória, acho que não teria dado conta.

O dia mais inesquecível nesta fase de minha vida, foi meu primeiro dia de aula, quando minha mãe me levou pelo braço para um lugar diferente, com pessoas e crianças que eu não conhecia… E lá me deixou.

Lembro-me que chorei. No começo eu não curti a ideia, mas pouco a pouco me acostumei e foi lá que, ao aprender a ler e escrever, pude me debruçar sobre o caderno e sobre livros que me apresentaram histórias e personagens do mundo da imaginação, que tanto me ensinaram e que jamais esqueci.

SEGUNDO SETOR (Juventude) “Em busca da Liberdade”

De repente uma explosão de energia aconteceu. Eu não me sentia mais uma criança. Foi exatamente neste tempo que comecei a me tornar um tanto rebelde, incorporei uma atitude mais “rock’n rool”, encontrei a minha turma e uma nova forma de ser e de viver.

Minha mãe podia gritar meu nome, a casa podia pegar fogo, o mundo poderia acabar, mas nada seria capaz de me fazer parar de jogar meu vídeo game bem no meio de uma fase.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que dei meu primeiro beijo. Meu coração parecia que ia sair pela boca!

Adquiri um gosto estranho por fortes emoções, especialmente por sentir medo, adorava ir no trem fantasma e nas Noites do Terror dos parques de diversões, ao mesmo tempo que sentia muito medo, me divertia assustando meus amigos.

Alguns momentos nesta fase de minha vida se tornaram marcos: os incríveis bailes de debutantes e, sem dúvida nenhuma, o meu primeiro amor.

TERCEIRO SETOR (Maturidade) “Tempo de Conquistas”

Finalmente me tornei um adulto e a primeira coisa a fazer foi me tornar um cidadão com identidade (RG, CPF , Carteira de Trabalho)! Porém, o que eu queria mesmo tirar era minha CARTEIRA DE MOTORISTA , para colocar as mãos no volante e sair pelas ruas tirando onda.

Por tanto tempo eu desejei ser grande, ser adulto… Justamente para poder fazer o que quisesse e não precisar mais dar satisfações e explicações a ninguém. Este dia chegou, mas logo descobri que a coisa não era bem assim… Junto com a liberdade, vieram as responsabilidades.

Conscientizei-me que somos todos responsáveis pela preservação da vida neste planeta. Foi assim que fui para as ruas protestar e lutar por justiça e pela preservação da natureza. Afinal, juntos somos mais fortes.

Depois de tanto estudar, finalmente chegou o dia da minha formatura, eu e meus pais ficamos muito emocionados, especialmente quando chamaram meu nome, afinal, de alguma forma, aquela era uma conquista de todos nós.

Mesmo que eu não tivesse a exata ideia do passo que estava dando, um dos momentos mais inesquecíveis que vivi foi quando finalmente eu disse: “Sim eu aceito!”. (casamento)

Casar e formar uma família me fez amadurecer. Ao me tornar um adulto, olhei mais para o mundo ao meu redor, interessei-me bem mais pelas notícias, porque percebi que, de alguma forma, tudo o que acontecia em qualquer lugar do planeta acabaria nos afetando de uma forma ou de outra.

Tornei-me um sentimental… Que, muitas vezes, chorou com as vitórias do meu time e com as conquistas dos atletas brasileiros ao subirem no lugar mais alto do pódio, fazendo ecoar nosso hino, tremular nossa bandeira, e crescer meu orgulho de ser brasileiro.

QUARTO SETOR: (Melhor Idade) “Tempo de Lembranças”

Depois de ter percorrido um longo caminho, ponho-me a lembrar de músicas que embalaram meus momentos marcantes, de filmes que me fizeram sonhar, de novelas que me deixaram grudado da frente da tv, e dos cheiros e sabores daquelas gostosuras que me fartei de comer na casa de minha avó.

Mas, sem dúvida nenhuma, as lembranças que mais emocionam são daquelas pessoas únicas, que já partiram para uma nova “Viagem”, pessoas que souberam fazer, de pequenos instantes, grandes momentos, e que deixaram para sempre seus nomes escritos na história.

Como canta nosso Rei:

“Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter, só assim, sinto você bem perto de mim outra vez”
( Roberto Carlos)

Hoje, no palco do maior espetáculo da terra, a Sociedade Rosas de Ouro, que também já marcou seu nome na história e em meu coração com tantos momentos inesquecíveis no Carnaval Paulistano , quer te fazer um convite:

Vem viajar com a gente. Queremos saber o que te marcou! Vamos juntos fazer mais um carnaval INESQUECÍVEL O que foi inesquecível pra você?

APRESENTAÇÃO

 

Vamos fazer uma viagem fantástica aos Reinos da Folia.
Magicamente vamos atravessar terra, céu e mar, para conhecer algumas das mais incríveis festas populares do mundo.
As festas populares são a expressão da cultura e da tradição dos povos, porque não só de aspectos físicos se constitui a cultura de um povo, há muito mais contido nas tradições, no folclore, nos saberes, nas línguas e nas festas também. Estas celebrações fortalecem os laços sociais e as raízes, aproximam os homens, resgatam lembranças e emoções.
A Unesco ( Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ) dá a essa porção intangível da herança cultural dos povos, o nome de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O Patrimônio Cultural de um povo é fonte insubstituível de vida e inspiração, é o ponto de referência que determina sua identidade.
Manter vivas estas festas, estas manifestações tradicionais, é fazer com que o legado do passado chegue ao futuro, e no Carnaval 2013, na maior festa popular do mundo, a Sociedade Rosas de Ouro vem apresentar um pouco da herança cultural dos povos com o enredo:

 

“OS CONDUTORES DA ALEGRIA"

 

numa fantástica viagem aos Reinos da Folia.

 

Você deve estar se perguntando: Mas quem são os Condutores da Alegria?
Somos eu, você e todos os apaixonados pelo carnaval! São nossa comissão de frente, nossas baianas a girar, são nosso mestre-sala e sua porta bandeira, são os batuqueiros da bateria, são nossos destaques, são os harmonias, são os artistas do nosso barracão, são nossas costureiras, são nossos compositores, são nossos apaixonados componentes, são todos os que trabalham e que se dedicam de coração para dar um show e brilhar na maior festa popular do mundo: o Carnaval !
Visitaremos inúmeras festas e veremos que cada uma delas é única e singular; mas, o que não falta em nenhuma delas são: a música, as cores e a alegria.
A viagem vai começar! Os condutores da alegria vão botar o pé na estrada.

 

SINOPSE DO ENREDO

 

ABERTURA: A viagem vai começar

 

Dos cinco continentes chegam os Embaixadores das Folias Continentais anunciando que a festa vai começar.

 

Os Condutores da Alegria vão transportar a cultura dos povos para o palco desta festa, fazendo uma fantástica viagem aos Reinos da Folia.

 

Magicamente vamos atravessar terra, céu e mar, para conhecer e nos divertir em algumas das mais incríveis festas populares do mundo.

 

Chegamos ao nosso primeiro destino. Estamos no Havaí, no Aloha Festival ( Oceania ), onde lindas mulheres nos dão as boas vindas com seus colares de flores.

 

Faremos uma parada na terra dos tambores tribais, para render homenagens à terra onde surgiram as primeiras festas da humanidade e para conhecer a Festa dos Guerreiros Zulu, na África do Sul.

 

PRIMEIRO SETOR: As festas de um Velho Continente

 

Eis que estamos na Europa e os fogos de artifício anunciam que chegamos às Fallas de Valência na Espanha, onde arde o fogo das paixões.

 

Uma laranja atinge nossa cabeça. Quem nunca atirou laranjas? Eu não! Mas, o Guille atira muitas, afinal, diz a tradição que ser atingido por uma laranja traz boa sorte. O Guille é o personagem principal do Carnaval de Binche na Bélgica.

 

Chegou a hora de render homenagens à realeza, num dos desfiles de maior pompa e esplendor do mundo: a Trooping the Colour, na Inglaterra. Pelas ruas de Londres vê-se a relação de encantamento e orgulho que os ingleses tem por sua realeza.

 

Vibram as cores ao som de uma incrível fanfarra que nos apresenta uma terra de um povo alegre que adora uma cerveja e que hoje está nas ruas fazendo uma festa tão bonita, alegre e grandiosa quanto sua nação: o Carnaval de Colônia, na Alemanha.

 

Parece que voltamos no tempo! Há um clima de mistério e sedução no esplendoroso Carnaval de Veneza, onde os nobres se misturavam ao povo disfarçados com seus trajes e máscaras.

 

Chegamos à Irlanda, é St Patricks Day, momento de celebrar em verde o orgulho nacional.

 

SEGUNDO SETOR: Nas Folias do Oriente

 

Saltamos para o oriente, onde um povo festeja suas tradições milenares.

 

Estamos no Japão, num dos incríveis Matsuris, o Gion Matsuri momento de comemorar e celebrar a história e as tradições da cultura Japonesa.

 

Não importa quão duros e ruins tenham sido os tempos, sobreviver é uma benção que deve ser sempre comemorada. Este é o espírito do festival de sorrisos, o Maskara Festival nas Filipinas.

 

O brilho da luz das velas se faz presente! Estamos no Candle Festival na Tailândia, tempo de iluminar os caminhos.

 

É tempo de planejar o amanhã! O vermelho e dourado inundam as ruas, as pessoas estão felizes e o Dragão traz a força para a humanidade na comemoração do Ano Novo na China.

 

TERCEIRO SETOR: A Alegria das Américas

 

Pé na tábua! Vamos do Oriente ao Ocidente! Muitas festas nos esperam neste alegre continente!

 

Soa alto o som alucinante dos sopros das bandas tocando Jazz e R&B, no Mardi Gras em New Orleans ( USA), um carnaval animado que lota as ruas da cidade com pessoas mascaradas e lindas mulheres cheias de colares de contas.

 

As ruas se enchem de diabinhos coloridos e engraçados, e nós ficamos endiablados, numa das festas mais animadas que acontece no Peru, a Diablada, encarando de frente o mal, transformando-o em alegoria.

 

Impossível é ficar parado quando o ritmo quente soa, no Junkanoo das Bahamas.
É hora de dançar neste grande palco onde se expande esse modo de ser Caribe.

 

Mas, o que serão todas estas caveiras engraçadas?
É a celebração do Dia do Mortos, no México! Um dia especial para transformar a tristeza em
alegria.

 

QUARTO SETOR: Brasil, o grande Reino da Folia

 

Estamos de volta ao Brasil, a terra da alegria, a terra das festas!

 

Toca o fole o sanfoneiro nas alegres festas em homenagem a Santo António, São Pedro e São

 

João que acontecem por todos os cantos deste país de proporções continentais.

 

Chegou a hora de garantir a alegria com o Boi Garantido, e, caprichar na folia com o Boi Caprichoso na Festa do Boi Bumbá de Parintins, na Amazônia

 

Uma noite de paz e harmonia enche de luz nossos corações, no Natal Luz de Gramado no Rio Grande do Sul.

 

Vou vestir a fantasia, e, meu samba enredo no asfalto cantar, nos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.

 

Terminaremos nossa viagem exaltando o povo desta terra que leva aos quatro cantos do mundo a sua arte, sua cultura e seu folclore, colorindo a vida com as Festas Brasileiras.

 

Nesta louca e alucinante viagem pudemos perceber que o motor que move as festas, não é o dinheiro, nem é o poder... é o amor!
O amor por sua cultura, por sua terra, por suas crenças, por suas agremiações, pela vida!
É o amor por nosso pavilhão que faz o encantamento e a magia acontecer.

 

Carnavalesco: Jorge Freitas

 

Pesquisa e Desenvolvimento de Enredo: Murilo Lobo

 

Produção artística: Darlan Alves

Quinta, 01 Janeiro 2009 11:55

2009 - Bem-vindos à fábrica dos sonhos

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