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Terça, 01 Janeiro 2013 11:55

2013 - Sangue da Terra, Videira da Vida: Um brinde de amor em plena avenida - Vinhos Brasil.

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ABERTURA:

SANGUE DA TERRA

Nasci antes da Escrita e já escreveram bastante a meu respeito. Transformaram-me em predicado, verbo e sujeito de orações que ecoam pelo Infinito.

 

Benditos frutos que me deram Vida e, com ela, a eterna missão: Celebrar a paz e a união entre homens e nações, uma espécie de porta-voz do Coração.

 

Lembro-me das Bodas de Caná, cerimônia de casamento entre judeus, Famílias se uniam na alegria, mas, se bebida não havia.

Como poderiam celebrar?

 

Foi quando o Mestre intercedeu, atendendo ao pedido de Maria.

A água que enche seis talhas carrega-se em tinta e sabor um doce aroma, então se espalha, e com ele, surpresa e rubor.

 

Eis que um milagre se encerra diante dos noivos e convidados

A água transformada em vinho! Abençoado e purificado, 

Sou, então, o Sangue da Terra!

 

Também constam nas Sagradas Escrituras outra passagem interessante:

Depois do Dilúvio, quando preservou Criações e Criaturas

Noé não se esqueceu de um detalhe importante:

Cultivou sementes do trigo e da videira, símbolos de nossa existência,

Corpo e Alma que se multiplicaram pela Terra inteira!

 

II – CELEBRANDO A VIDA

 

Com a sua mania de explicar, o homem decretou a minha sina.

Se não sabia onde era o meu lar, imaginou que eu fosse obra

da Criação Divina.

 

Se tivesse uma pátria, diria que nasci no Oriente.

Mas, a verdade é que surgi, simultaneamente, na África,

Europa e na Ásia, o maior dos continentes.

Os egípcios foram os primeiros a saborear, Gregos e Fenícios me transportaram pelo mar, os Romanos fincaram minhas raízes

nos caminhos da sua ânsia de conquistar.

 

Fui testemunha de uma inusitada disputa de poder.

Para surpreender seu convidado e revelar a força do Egito,

Cleópatra organizou o maior de todos os banquetes,

Tecendo as teias de um flerte com Marco Antonio, já enfeitiçado.

 

Mandou os criados servirem o que havia de mais saboroso,

E para celebrar o início do namoro, colocou no cálice do todo-poderoso

O seu fantástico par de brincos de pérolas e ouro!

 

III – CÁLICE BENTO

 

Com a queda dos Romanos, videiras cultivadas por mãos escravas

ficaram ao abandono. Nas trevas da Idade Média

Dormi um longo sono e envelheci em barris, meu novo trono.

Agora, servia ao Senhor, fazendo parte da Liturgia e da Eucaristia em Seu louvor.

 

IV - SABOR BRASIL

 

Chego ao Brasil trazido por mãos portuguesas, com certeza,

mas foram os italianos que ouviram os conselhos do Minuano.

Semearam as minhas videiras nas altaneiras serras do

Rio Grande do Sul. 

Cresci admirando esse manto azul que cobre terras amigas,

abençoando pobres e ricos, brancos e negros,

como na Ceia do Bexiga!

 

Gregos e romanos começaram uma festa, parecida com essa, celebrando a alegria. Brindemos à nossa gente bamba,  à Mitologia do Samba e a esse povo festeiro!

Ora, viva o Vinho Brasileiro!

 

  V - A ARCA DO FUTURO

 

Sou fonte de inspiração:

luz, câmera, ação! Arte, energia e emoção.

Na tela do cinema nos versos de um poema no calor de uma paixão

Sou a harmonia de vários elementos o detalhe de cada sentimento

 

E preciso de um momento para a sua reflexão, a vida depende do equilíbrio da Natureza e ela, só depende da gente.

Levem para a Arca do Futuro e guardem em local seguro

todas as provisões que serão legadas às novas gerações.

Mas, não se esqueçam de minhas sementes...

 

Quando estiverem no futuro abrigo

Matando as saudades desse velho amigo

Tenham muita atenção:

Celebrem com alegria,

Mas bebam com moderação.

 

Saúde, Vai-Vai! 

 

Um brinde a vida!

 

 

 

 

 

Cahe Rodrigues

Carnavalesco

 

Pesquisa e Roteiro:

Cahe Rodrigues, Marta Queiroz e Cláudio Vieira

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