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Quinta, 23 Julho 2015 17:12

História Leandro de Itaquera

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A Leandro de Itaquera surgiu em 1982 graças a uma menina (Karin) que, durante sua festa de aniversário, pediu a seu pai, Leandro Alves Martins, fundador e atual presidente, uma escola de samba de presente. Uma reunião com alguns amigos sambistas foi suficiente para estimular a fundação da Escola de Samba Leandro de Itaquera; o nome da escola é uma homenagem a Seu Leandro.2

Década de 1980
Em 1988, seis anos após sua fundação, a Leandro de Itaquera já vencia o Grupo 1, classificando-se para a primeira divisão do samba em 1989.2 Pela primeira vez no Especial, a escola conseguiu o sétimo lugar, com o enredo "Babalotim", interpretado por Eliana de Lima e a bateria comandada por Mestre Lagrila, um dos grandes nomes entre os ritmistas da cidade.2

Década de 1990
Em 1990, homenageou seu bairro, Itaquera, e após desfilar sob forte chuva, classificou-se em quinto lugar entre dez escolas, ficando atrás de Camisa, Rosas, Peruche e Vai-Vai.

No ano de 1991, obteve sua melhor classificação, ficando em quarto lugar, com o enredo "Querem Acabar Comigo", que criticava a exploração das riquezas naturais brasileiras.2

Em 1994, conquistou o um quinto lugar com o enredo, "Tietê - Um Rio de Verdade", colocação que se repetiu em 1999. No ano seguinte, entre 9 escolas, o Leandro de Itaquera ficou em oitavo lugar, sendo rebaixado para o Grupo de acesso. Porém logo em 1997 estava de volta ao Grupo Especial para competir com as escolas mais tradicionais.2

Década de 2000

Desfile da Leandro de Itaquera em 2009.
Em 2004, nas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo, a escola inovou ao trazer para a avenida duas baterias, sob o comando de Mestre Adamastor. Os dois grupos revezavam-se ao longo da avenida, com algumas convenções em que ambos se apresentavam ao mesmo tempo. A novidade não foi bem recebida pelos jurados e a escola recebeu notas baixas neste quesito. Com isso, a ideia não tornou a ser repetida nos carnavais posteriores.

Em 2005, a agremiação escolheu o Rotary International como tema de seu carnaval, aproveitando as comemorações mundiais de 100 anos de fundação da entidade internacional.3

Já em 2006, tornou a abordar o Rio Tietê. No entanto, dessa vez a agremiação causou polêmica ao colocar no último carro alegórico uma alusão ao PSDB, partido ao qual Seu Leandro é filiado. Na alegoria, aparecia um tucano no meio do carro, com as figuras de Mário Covas, de um lado, e Geraldo Alckmin de outro. A crítica ganhou maior repercussão pelo fato de aquele ser ano eleitoral, e Geraldo ter sido o candidato a presidente pelo PSDB, no mesmo ano. 4 Nesse ano, a escola acabou novamente rebaixada.

Em 2007, no desfile em que comemorava e cantava seu jubileu de prata, a Leandro de Itaquera surpreendeu ao público trazendo na comissão de frente o próprio presidente da escola, Seu Leandro. Na coreografia, que contava a história da fundação da escola, o presidente contracenava com a neta, Ariani, que interpretava a tia, Karin.

No ano seguinte, com um enredo falando sobre a Revolta dos Malês, conquistou o vice-campeonato do grupo de acesso, voltando ao Grupo Especial em 2009.

No carnaval de 2009, a escola decidiu homenagear a atriz e comediante Regina Casé, com o enredo: "Leandro de Itaquera faz a festa da periferia. Salve salve, nossa rainha Regina Casé". A atriz participou do desfile, e inclusive do concurso interno de sambas enredos, sendo uma das julgadoras.5 O desfile, elogiado pela crítica, rendeu a 12ª colocação entre 14 escolas, e a escola manteve-se no Grupo Especial.

Década de 2010
Em 2010, homenageou suas próprias cores: "Sob um manto de amor e paz, sou Leandro de Itaquera desfilando o Vermelho e Branco no meu carnaval". Nesse desfile, trouxe uma intérprete ilustre, Sandra de Sá. A escola contou a importância das cores vermelho e branco, retratando o período da era cristã, quando os reis demonstravam poder através da cor vermelho. Mostrou a importância das cores nas religiões africanas e deu destaque aos símbolos do mundo em vermelho e branco. Um destaque polêmico foi o carro abre-alas com o tema Kama-sutra. Mesmo assim a escola teve muitos problemas durante o seu desfile, no final da apuração ficou em 14º lugar sendo rebaixada.

De volta ao Grupo de acesso em 2011, a escola contou a história das bebidas, em diversas formas, em seu carnaval, mas a escola fez merchandising, o que é proibido e perdeu dois pontos. Ficando em 5º lugar, permanecendo no mesmo grupo para o carnaval de 2012.

Para 2012 a Leandro trouxe o enredo sobre o Meio Ambiente, contratou o carnavalesco Orlando Júnior, que era carnavalesco da Tradição escola do Rio De Janeiro. Neste ano a Leandro quase conseguiu a vaga para o Grupo Especial ela ficou com 179,3 pontos, empatada com sua co-irmã Tatuapé mas perdendo no critério de desempate fazendo com que a Leandro fica-se mais um ano no Acesso.

Em 2013 Leandro De Itaquera veio com um enredo Afro ''O leão guerreiro mostra a sua força! É a garra e a bravura do negro no quilombo da Leandro de Itaquera'' desfilou com todo seu alto astral e a sua garra como é de costume. Na apuração se consagrou Vice-campeã, levando nota máxima em quatro dos nove quesitos, Alegoria, Harmonia, Samba Enredo e M.S.P.B, conseguindo a vaga vitoriosamente para o Grupo Especial no ano seguinte.

Para o ano de 2014 a escola da Zona Leste abriu os desfiles de sexta-feira do grupo especial com um enredo que abordou o futebol e a Copa do Mundo FIFA de 2014, a agremiação apresentou um samba enredo animado que contagiou o Anhembi porém, durante o seu desfile pegou uma forte tempestade de granizo, comprometendo diversos quesitos como Evolução, fantasia e bateria o que foi inevitável a sua queda para o grupo de acesso ficado na 14° colocação.

De volta ao Grupo de Acesso para o Carnaval de 2015, a Leandro desta vez voltou com os temas de enredo afros "Invencível" com abordagem no legado deixado por Nelson Mandela, um dos maiores líderes morais e políticos do mundo, pelo segundo ano seguido o enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Marco Aurélio Ruffinn. Com um desfile empolgante era claro que a agremiação brigaria pelo título junto com mais outras quatro co-irmãs, no fim o Leão ficou apenas com a 4° colocação.

Quinta, 23 Julho 2015 17:11

História Independente Tricolor

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Assim como todo grupo de manifestação cultural, a Escola de Samba Independente nasceu em 1987 motivada por PAIXÃO! Paixão essa, oriunda de um grupo de torcedores apaixonados pelo São Paulo Futebol Clube, mas que tinham um outro AMOR em comum: O SAMBA, O CARNAVAL!

Em meados do ano 2000, a Torcida Independente começou a se organizar para participar do Carnaval de São Paulo e para tanto foi criado o Bloco Independente.

Após alguns anos, o antigo bloco, tornou-se ESCOLA DE SAMBA e, oficialmente em 2009 competiu, quando incorporou a Malungos do Samba em seu nome oficial. Porém em 2012, , a escola passou a se chamar : GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL ESCOLA DE SAMBA INDEPENDENTE TRICOLOR. Desde então, a Escola vem ascendendo ano a ano conquistando campeonatos, o último, do Grupo 1 em 2014.

Por méritos e com reconhecimento de toda sociedade sambística, a Escola se prepara para em 2015 estrear em grande estilo no disputado Grupo de Acesso da LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA, e promete não medir esforços para num futuro bem próximo atingir o Grupo das Escolas Especiais.

2012 - Vice campeã - Grupo 3-UESP
2013 - Campeã - Grupo 2-UESP
2014 - Campeã - Grupo 1-UESP

Quinta, 23 Julho 2015 17:10

História Imperador do Ipiranga

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A Imperador do Ipiranga foi fundada em 1968 por moradores da então subdistrito de Heliópolis, da Vila Carioca e da Vila Independência, a Imperador permaneceu por muito tempo como um departamento da Sociedade Amigos das Vilas, mas tempo depois se separou, com estatuto próprio.2 Seu fundador, Laerte Toporcov, embora com posição contrária dos dirigentes mais idosos, tinha como objetivo dar lazer às crianças pobres da favela que existia na Rua Campante e chamar a atenção das autoridades para as terríveis enchentes no bairro.

Na primeira apresentação da escola, tiveram a ideia de fazer um desfile carnavalesco de protesto com carros alegóricos imitando barcos.2 A ideia deu certo e o desfile foi um sucesso, com muitos carros alegóricos e a participação de várias crianças pelas ruas da região.

Em 2009, a escola do Ipiranga trouxe Adriana Lessa como madrinha de bateria e teve como enredo A fé em São Jorge Guerreiro contra os dragões da maldade, voltando para o Grupo Especial, em 2010.

Em 2010, de volta ao Grupo Especial, a escola apresentou o enredo "Medicina, da antiguidade à tecnologia, a arte de salvar vidas", terminado em 13º lugar e retornando ao Grupo de Acesso.

Em 2011, a Imperador levou para o Sambódromo a história dos carnavais, tentando retornar para o Grupo Especial, mas conseguiu apenas o 4° lugar.

Em 2012 Para ajudar a escola a conseguir o campeonato, o Carnaval foi assinado pelo experiente Carnavalesco Armando Barbosa, que em 2011 conseguiu o acesso com a escola Camisa Verde e Branco. Destaque para o Diretor de Harmonia ha 17 anos Vagner Eduardo Siqueira o famoso Guinê, na comunidade desde o nascimento, seu primeiro desfile foi em 1979 na ala das crianças, foi para depto de harmonia em 1989, em 1996 foi tesoureiro e voltou para a Harmonia em 1998, também é coordenador de carnaval da Liga das Escolas de Samba desde 1997, assumiu a Direção de Carnaval em 2012, passando a Direção de Harmonia para Alessandro Teixeira Costa o China, A partir de 2014 Adriano Barbosa assume a direção geral de Harmonia.

Quinta, 23 Julho 2015 17:06

História Colorado do Brás

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1975 - A FUNDAÇÃO DA COLORADO DO BRÁS
G R E S Colorado do Brás foi fundada em 01 de outubro de 1975, de uma reunião entre amigos, que tinham por objetivo divulgar a cultura popular brasileira, e desenvolver projetos sociais para atender a comunidade mais carente da região. A agremiação herdou o nome de um time de futebol, o qual seus fundadores participavam. Com o passar dos anos tornou-se uma grande escola, chegando a participar do Grupo Especial por alguns anos.

Alguns dos integrantes, como o Sr. José Preto, D. Marta, Percival, Tino, Tuia, e outros; em conjunto com os moradores do bairro sentiram a necessidade de ter uma Escola de Samba, pois nas adjacências já haviam algumas agremiações.

Tem na sua história sambas marcantes que ate hoje estão presentes na memória dos sambistas.


1986 - NO GRUPO ESPECIAL
A Escola teve uma ascensão rápida conquistando Três acessos seguidos, chegando em 1986 no Grupo Especial de São Paulo e permanecendo entre as grandes com belíssimos carnavais, inclusive o samba de 1988 até hoje é considerado um dos melhores de São Paulo.


1991 - A QUADRA
Em 1991 conquistou uma quadra social na rua Carlos de Campos, 840, no bairro do Pari e com esse impulso retornou ao Grupo Especial por mais dois anos (92,93).


PROJETO SOCIAL
Reconhecida como de utilidade pública, a escola lutou para manter e ampliar os projetos sociais que desenvolvia para a comunidade, como o projeto Kinderê que formou profissionais em várias áreas de trabalho.


DÉCADA DE 90 - O REGRESSO
Porem no final da década de 90 a COLORADO nunca mais conseguiu manter seus grandes carnavais e isso foi reflexo de sucessivas administrações descompromissadas com a história e com o objetivo real do carnaval, culminando a perca da quadra de ensaios e o termino dos projetos sociais.


2008 - DE ESPAÇO NOVO
Porem em 2008 ainda no Grupo 1 e desfilando no Anhembi a escola vislumbrou ares de novos tempos com a cessão do espaço na Rua Miguel Paulo Capalbo, no mesmo bairro do Pari que passou a seu novo berço desde a década de 90, naquele espaço a escola pretendia retornar com seus projetos sociais e claro retomar aos grandes desfiles, porem o espaço hoje se tornou uma praça deixando mais uma vez nossa escola sem local de ensaios.


2010 - UM NOVO TEMPO COMEÇA
No ano de 2010 um novo tempo começou a brilhar pra nossa escola, com uma diretoria jovem e despojada a escola pretende retornar aos grandes carnavais e principalmente voltar a ter um espaço para poder tocar SEUS PROJETOS SOCIAIS.


2012 - DOIS ACESSOS E O RETORNO AO ANHEMBI

No carnaval de 2011 a Colorado deu o primeiro passo rumo ao retorno ao Anhembi conquistando o titulo do Grupo III, já em 2012 com um belo desfile obteve o vice campeonato conquistando mais um acesso podendo retornar ao Polo Cultural Grande Ótelo depois de 3 carnavais fora; Agora com mais 2 anos a diretoria esta com fôlego renovado para atingir mais um objetivo voltar ao grupo de acesso depois de 8 anos distante do segundo grupo do nosso carnaval.


2013 - ENFIM, O RETORNO AO GRUPO DE ACESSO
Depois de 10 anos a Colorado voltará a desfilar no Grupo de Acesso de São Paulo, com um titulo conquistado com garra e muito trabalho a familia vermelho e branco volta a figurar entre as principais escolas de sambas.


2014 - COM UM BELO DESFILE A ESCOLA SE MANTEM NO GRUPO DE ACESSO
A Colorado abriu o carnaval do grupo de acesso 2014 com um brilhante desfile cheio de garra e emoção. A comunidade deu um show na avenida cantando, evoluindo e mostrando a alegria de ser brasileiro. Com 266,8 pontos conquistou o 5º lugar e quebrou um tabu de mais de 8 anos onde a escola que abria o grupo de acesso vindo do grupo 1 era rebaixada!

2015 - ENFRENTANDO A CHUVA, A ESCOLA SUPERA SEUS LIMITES

Em um desfile marcado pela superação, a Colorado desfilou com 1,756 componentes sendo a 2ª maior a passar na passarela do samba; Com chuva torrencial desde a armação, a escola desfilou com muita garra e conseguiu mesmo com muita dificuldade repetir o 5º lugar e permanecer forte na briga pelo grupo especial!

Quinta, 23 Julho 2015 16:54

História Camisa Verde e Branco

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A história do Camisa remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas. Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936.

Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, cria um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco, criando no dia 4 de setembro o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde vence o desfile de cordões, com o enredo IV Centenário;

O Camisa ainda seria campeão como cordão mais quatro vezes: 1968; 1969; 1971 e 1972 (ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba) Depois do carnaval de 1972 o Camisa segue o caminho natural, tornando-se escola de samba com o fim do desfile de cordões, chegando ao primeiro título, como escola, em 1974.

Durante a época da Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, porém esta proposta foi censurada pelos generais da época. Em 1980, Inocêncio Tobias, morre deixando a presidência do Camisa Verde nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, que dirige a escola apoiado pela esposa Magali e sua mãe Cacilda Costa, a Dona Sinhá (esposa de Inocêncio Tobias).

Oito anos depois, morre a Dona Sinhá, considerada uma das damas do samba paulistano, e dois anos depois, em 1990, também vem a falecer o presidente da escola. Sua mulher, Magali dos Santos assume a presidência, sendo campeã logo no seu primeiro ano à frente da diretoria. O Camisa Verde, que já havia sido campeão em 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989 e 1990, ainda vence o Grupo Especial depois disso em 1991 e 1993.

Porém em 1996, num ano em que a escola enfrenta problemas antes e depois do desfile, o Camisa termina em penúltimo lugar entre dez escolas e é rebaixado para o Grupo de acesso. Após contar na avenida um enredo patrocinado pela Coca-Cola, a escola vence e retorna ao Grupo Especial.

Em 2002, a Camisa Verde apresenta um grande desfile falando sobre o numero quatro e as místicas dele, terminando em um honroso 2º Lugar, perdendo o carnaval no quesito Enredo, para a sua afilhada Gaviões da Fiel. Talvez esse tenha sido a ultima alegria dos torcedores da Camisa, que após esse ano a escola não voltou mais ao desfile das campeões.

Em 2003, o Camisa Verde consegue apresentar na avenida o enredo que havia sido proibido pela ditadura, fazendo uma homenagem ao líder dos revoltosos marinheiros, e com um samba forte, termina em 6º lugar. O desfile contou com a participação inclusive do neto do marinheiro, que desfilou no último carro alegórico.

Em 2004, durante os 450 anos de São Paulo, a escola fez uma homenagem à Barra Funda, aproveitando para contar ao mesmo tempo a história da cidade, do seu bairro e da própria escola, que completava 50 anos desde que foi reorganizada em 1953. O refrão do Camisa Verde neste ano dizia: "Vem festejar vem brindar, amor / 50 anos de glórias, eu sou! / Vem batuqueiro e mete a mão no couro / Que a Barra Funda é jubileu de Ouro".

Em 2005, após um ano de muitas dificuldades, e com um samba que a princípio foi classificado pela crítica como fraco, o Camisa surpreende na avenida, a escola evolui bem e o samba cresce na avenida, tendo este sido considerado um grande desfile. Apesar disso a escola acaba em apenas 11º lugar. Em 2006, com muitos problemas e com um carnavalesco que abandonou o barracão faltando menos de 20 dias para o desfile, o Camisa Verde acaba na 13ª posição e cai para o Grupo de acesso. A escola, durante o ano, protestou contra uma nota 8,5 que foi dada para sua a bateria, sob a alegação dada pelo jurado de que "não teria ouvido os surdos". É preciso ressaltar que a bateria do Camisa Verde é conhecida como A Furiosa da Barra Funda, e considerada uma das melhores de São Paulo, e sem este 8,5 a escola teria se mantido no Especial.

Em 2007, o Camisa foi vice-campeão do Grupo de Acesso, voltando à elite do Carnaval Paulistano, porém sendo rebaixada novamente no ano seguinte. Em 2009, a escola desfilou um enredo pedindo a paz mundial, que acabou levando um quarto lugar, fazendo com que a escola permaneça por mais um ano no grupo de Acesso.

Infelizmente no carnaval de 2008 a escola foi rebaixada, se mantendo no acesso em 2009, mas com a tradicional garra e trabalho para voltarmos a elite do carnaval paulistano.

Quinta, 23 Julho 2015 16:46

História Barroca Zona Sul

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Sebastião Eduardo do Amaral é o nome do mineiro Pé Rachado, que foi o fundador da escola de samba Barroca Zona Sul. Juntamente com diversos outros sambistas, no dia 07 de agosto de 1974 foi

A história da Barroca Zona Sul está diretamente ligada à Sebastião Eduardo do Amaral, este era o nome do mineiro "Pé Rachado" que veio com apenas 18 anos para a paulicéia em busca de dias melhores para trabalhar no ofício de pedreiro nas grandes construtoras.Em Varginha aos 14 anos já organizava um bloco chamado "Voz do Morro"; ao chegar a São Paulo, deparou-se no bairro do Bixiga, um grande reduto de negros na época que acabara de dar luz ao Cordão Vai-Vai.

Como haviam poucos instrumentos na bateria, Pé Rachado só ingressou um ano depois, em 1931 onde iniciou tocando contra surdo e posteriormente tornou-se apitador da bateria. Com seu jeito organizador, se tornou o primeiro presidente da alvinegra da Bela Vista e expulsou os maus elementos do samba, já que na época a marginalidade era forte e precisava de um grande líder, e Pé brigou até com Patonágua (maior apitador dos tempos de cordão) que apesar de ser ótimo de ouvido era péssimo em disciplina. Pé Rachado se tornou uma das principais personalidades da história da alvinegra do Bixiga, e foi ele quem deu oito campeonatos ao Vai-Vai de 60 a 67, um marco histórico no carnaval de São Paulo.

Ajudou a fundar a Confederação das escolas de samba e cordões e posteriormente e federação que mais tarde se tornaria UESP.

Além da Vai-Vai, Pé desde Minas tinha uma paixão, a Mangueira do Rio, onde era batuqueiro e lá aprendeu muito inclusive em matéria de ritmo foi ele que trouxe ritmos, inovações em desfile. Porém intrigas no inicio dos anos 70, fizeram com que Pé Rachado nomeasse José Jambo Filho (Chiclé) como presidente em 1972 e em 1973 Pé Rachado definitivamente se afastou da já Escola de Samba Vai-Vai. Muito-se fala sobre sua saída do Vai-Vai mais foi uma decisão fria e inteligente ao mesmo tempo, se não nomeasse Chiclé talvez o Vai-Vai teria ido para as mãos de pessoas que não conseguiriam segurar a escola da devida maneira.

No carnaval de 1974 coordenou a harmonia da Camisa Verde e Branco, do amigo Inocêncio Tobias (Mulata) sagrando-se campeão pela verde e branco da Barra Funda. Morador da periferia de São Paulo, no bairro de Vila Mariana, rua Padre Machado onde existiam muitos sambistas que se dividiam: na parte de cima do morro, eram Vai-Vai (abrigava a Ala Cuíca de Ouro principal ala da Vai-Vai na época) e na baixada na região da rua Santo Irineu eram Camisa Verde e Branco e Acadêmicos do Ipiranga.

O bairro já havia abrigado duas escolas: o Brinco de Ouro, famosa escola com características de cordão e que se vestia muito bem em suas passagens sobre o comando de Nico do Trombone e o Garotos de Vila Mariana na Rua Santo Irineu (em 1974 ambas já estavam extintas) e a rapaziada se deslocava a outras escolas, ou batucavam no campo "Barroca" da Portuguesinha de Vila Mariana.
Nasce a Barroca - Os primeiros anos de glória

Quinta Feira, noite de 07 de Agosto de 1974 na Rua Padre Machado 442, casa 2 fundos no famoso "vilão" onde residem até hoje muitas famílias, nasceu o Grêmio Recreativo Cultural Esportivo Beneficente Escola Faculdade do Samba Barroca Zona Sul, com as cores verde e rosa em homenagem a Mangueira, quando Pé Rachado mesmo com seus 56 anos de idade, reuniu em sua humilde casa seus filhos Binha, Bira e Lobão, sua prima Lurdes do Amaral (a mãe da Barroca) e os seus seguidores Ednei, Zé Carlinhos, Zé Francisco, Tornado, Carlos Alberto Amaral (Galocha), Miguel Lopes Filho, Norberto Amaral Filho, Aracendi Amaral, Pedro Paulo Camilo, Encida Maria Novaes Ferreira, Maria Aparecida Amaral, Vera Lucia Amaral, Lurdes Amaral (a mãe da Barroca), Clélia Aparecida Mariano, Áurea Lúcia Amaral, Francisco Fabiano Júnior (Chiquinho), Gregório, Tamborim, Dorinho Marques, João Márcio, José A. Almeida, Valcir, Céia, Wilson e Marina (o primeiro casal de mestre sala de porta bandeira vindos do Camisa Verde e Branco) estes em sua maioria da Ala Cuíca de Ouro da Vai-Vai.

O primeiro ensaio aconteceu no campo do Brahma na Rua Padre Machado com a Rua Santo Irineu onde Mestre Binha reuniu a molecada da área para formar a bateria que foi considerada a melhor de São Paulo sendo formada apenas pôr garotos somados a experientes batuqueiros do Vai-Vai e do Camisa Verde e Branco.

O nome Barroca é originário do campo de terra que seus integrantes freqüentavam de uma equipe de futebol de várzea, a Portuguesinha, na Vila Mariana, chamado de campo da barroca que abrigava os batuqueiros da escola para animadas rodas de samba aos finais de semana. Local onde em 1976 a escola ensaiou e se consagrou na Rua Jorge Tibiriçá. O nome Barroca foi dado pelo saudoso Valter Japão.

Com uma linhagem de uma escola de raiz, jovem e experiente ao mesmo tempo, filosofias quilombolas e mangueirenses de Pé Rachado, a Barroca sagrou-se campeã do primeiro desfile que participou no III Grupo em 1975 (desfile na Lapa) com o enredo "A Primeira Chegada dos Escravos Negros ao Brasil"; repetiu a façanha em 1976 e venceu o II Grupo com o enredo "Sonho de Palmares"; era muita glória para uma escola tão nova, mas ao mesmo tempo respeitada e admirada pôr todos trazendo a originalidade e criatividade dos sambistas na avenida; alcançou o I Grupo em 1977 onde se firmou como uma grande escola, e nesse ano inaugurou a tão sonhada quadra na Rua Paulo Figueiredo esquina com a Av. Ricardo Jaffet entre a Vila Mariana e o Ipiranga. O ponto de partida da quadra foi o churrasco organizado pelos "Amaral'" pela parte da manhã daquela segunda feira de 09 de Abril de 1977; depois o jogo dos hospedes de honra Mangueira contra Barroca numa partida de futsal seguida por uma boa roda de samba; pós 22 horas a batucada do Mestre Binha dominou a festa sendo tomada atenção quando a bateria da Mangueira efetuou o seu batismo feito pelos padrinhos Mestre Cartola e sua esposa Dona Zica, que foram eles que pediram a Pé Rachado em 1974 que se acaso fundasse uma nova escola, desse o verde e rosa em homenagem à eles e principalmente à estação primeira do samba, Mangueira.

Anos 80 - A Barroca sempre entre as 6 primeiras

Em 1979 a Nação Barroca já é presidida pelo saudoso Osmar César de Carvalho fundador da FESEC e na época presidente da UESP; por regulamento da UESP obrigando as escolas à adotar quatro cores, aderiu o vermelho e branco e nessa época Mestre Fubá e Mestre Bolão comandaram o bom ritmo da bateria, já com o andamento mais acelerado devido até o crescimento dos desfiles na Avenida Tiradentes pela proporção que a agremiação já comportava. Mesmo assim, sendo a bateria mais cadenciada dos desfiles.

Seus marcantes carnavais nos anos 80 foram "Futebol no Carnaval" em 82, onde o samba virou vinheta da Radio Bandeirantes na Copa do Mundo, "75 Anos de Imigração Japonesa no Brasil" em 83, já sob a presidência de Antônio Canallonga (Tonhão) a primeira homenagem de uma escola do Brasil à uma colônia oriental, com participação deles no desfile vindo de avião apenas para passar na passarela; primeiro show ao vivo para o Japão transmitido via satélite no bairro da Liberdade feito pela Barroca Zona Sul com suas passistas, ritmistas e aula de samba do Mestre Pé Rachado e "Chico Rei" em 85 um carnaval todo artesanal com materiais como bambu, palha e barro graças a inteligência de um ex mestre-sala do carnaval de São Paulo, o Mestre Batucada, onde a escola amarga o 5° lugar depois de ser penalizada em 4 pontos por atraso, quando poderia ter se tornado a grande vencedora do desfile de 1985. Época essa marca a quadra da escola, palco de shows de grandes sambistas como Roberto Ribeiro, Luiz Américo, Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Jorginho do Império, Alcione, Originais do Samba e baterias de escolas cariocas como o Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira do Amanhã.

Em 1986 depois de alguns bons resultados foi desalojada da quadra e rebaixada. Passou a ensaiar na Rua Santo Irineu, época de momentos difíceis onde muitos pensaram no fim da escola, mas a volta de Pé Rachado contribuiu para que em 1987 com o enredo "Nação Odara dos Quilombos" (Asas à Liberdade) fosse novamente campeã do II Grupo tirando nota máxima em 9 dos 10 quesitos em julgamento; levou um 9 de bateria pelo fato dos tamborins não repicarem da maneira moderna, isso revoltou demais Mestre Fubá, os ritmistas e principalmente Seu Sebastião Pé Rachado na época que concedeu uma entrevista à TV Cultura dizendo sobre o ritmo da bateria da escola que fundou: "nós fazemos samba, batucada, nossa caixa é guerreira, pega p´ra valer, nosso surdo centra firme a marcação, nossos tamborins batem da maneira tradicional assim como nossa madrinha Mangueira, isso da minha escola nunca vão tirar" (sobre tamborins a Mangueira no Rio também batia da maneira tradicional, famoso "teco-teco") voltando assim em 1988 ao grupo principal com o enredo "No Centenário da Abolição Barroca Novamente “, mais um carnaval de Edson Machado que consagrou a Barroca entre as seis primeiras.

Um ano depois Mario Pereira Rodrigues (Pizzaiolo) presidiu a escola no carnaval de 1989 onde ficou em 7° lugar, ano que marcou a despedida do casal Gabi e Beth, o mestre sala sairia da Barroca para se tornar o mestre sala do século, enquanto Beth ainda se dedicaria à escola se tornando imortal também sendo a maior portadora de bandeira da escola de 76 à 89, foram 15 anos. Nessa época o carnaval de São Paulo já tem com domínio das escolas especiais e do grupo 1 a sua Liga Independente, que é quem atualmente direciona essas entidades.
Anos 90 - Emoções, Perdas e Sofrimento

Em 1990 presidida por Geraldo Sampaio Neto (Borjão) com o enredo "Segredo do Amor" alcançou o 4° lugar, que é sua melhor colocação no grupo especial e a escola consegue a atual quadra no bairro da Água Funda, inaugurada dia 05 de Janeiro. Daí em diante, muitas perdas: a saída de Eumar e Batucada e as mortes de Pé Rachado, Osmar César de Carvalho, Mestre Fubá, Beth e Mario Millonga da harmonia abalaram muito a escola no decorrer dos anos 90. Em 1994 a Barroca Zona Sul mesmo com dificuldades desfilou muito bem, porém acabou sendo rebaixada para o Grupo 1. De 95 a 96 foi presidida por José Augusto Faustino (Baio), com carnavais e mudanças que não levaram a escola para o grupo especial novamente. Em 1997 voltou ser presidida por Borjão que depois oito carnavais de luta; em 1998 com o enredo “Ibirapuera, a Felicidade se Disfarçou de Parque” , 1999 com “Viagens Extraordinárias” e 2000 “Saga de Reis” ano de seu jubileu inclusive onde teve na bateria participação do baluarte Mestre Lagrila a escola perde para si própria cometendo erros primários que adiaram a festa do acesso ao grupo especial.

Novo Milênio - Esperança e Superação


O retorno do grupo especial veio no ano de 2002 : "A Magia nos Jardins da Verde e Rosa" sagrou a Barroca campeã do grupo de Acesso e assim voltando ao grupo especial. O sonho se torna realidade: a quadra de ensaios em reforma, a vinda da carnavalesca Rosa Magalhães da Imperatriz Leopoldinene, é apresentado o carnaval "De Três Corações à Coroação, Quem Sou Eu?" bem, não poderia ser outro a não ser Rei Pelé o carnaval da escola. A inauguração da reforma da quadra em 14 de Setembro de 2002 com detector de metais, banheiros para deficientes físicos, uma enorme estrutura construiu o empossado presidente Luiz Paulo dos Santos. A quadra foi palco novamente de shows com Dudu Nobre, Fundo de Quintal e outros, sempre com quadra lotada. A escola em 2003 se manteve no grupo especial, seguindo também em 2004 com o luxuoso desfile "450 anos de Fé. O Encontro dos Deuses no Coração do Brasil', tema relacionado com a comemoração dos 450 anos da cidade de São Paulo.

Infelizmente em 2005 a escola não consegui se manter no Grupo Especial e acabou rebaixada novamente para o Grupo de Acesso.

Nos anos que seguiram a Barroca apresentou bons desfiles, como em 2006 e 2008 que obteve 3° lugar, mas não o suficiente para leva-lá novamente ao Grupo Especial, porém ao menos em 2008 a escola teve um gostinho especial, a inédita premiação "TROFÉU DIÁRIO DE SÃO PAULO", mais popularmente chamado de Estandarte de Ouro, de melhor bateria no Acesso, sob o comando de Mestre Barroquinha. Em 2007, com o enredo "Cana-de-Açúcar: O Doce Sabor do Prazer" do carnavalesco Armando Barbosa, fez um desfile em que muitos consideram o maior de sua história (mesmo sendo no grupo de acesso), onde ficou com o 4° lugar, porém muito honroso, visto que disputou com escola consagradíssimas no carnaval, Gaviões da Fiel, Camisa Verde, Leandro de Itaquera, Acadêmicos do Tatuapé entre outras.

Novamente a tristeza bate a porta da verde e rosa. Em 2010, depois de um dos anos mais difíceis na captação de recursos a Barroca Zona Sul abusou da criatividade para levar o enredo "O Beijo', desenvolvido pelo carnavalesco Sidinho Ramos (Campeão Vai-Vai 1996), mas a verde e rosa fica com o 7° e penúltimo lugar e é rebaixado para o Grupo I da UESP.

Quinta, 23 Julho 2015 16:41

História X-9 Paulistana

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O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana foi fundado em 12 de fevereiro de 1975, no bairro da Parada Inglesa, Zona Norte de São Paulo, por um grupo de amigos que comemoravam no famoso Bar do Japonês a vitória do seu time de futebol, o Grêmio Internacional Parada Inglesa (Gipi), time de várzea da região.

Como em qualquer comemoração, era indispensável uma boa batucada regada com muita cerveja. Assim surgiu a ideia de fundar uma escola de samba, o G.R.C.E.S. Filhotes da X-9, tendo como presidente Luiz Ademar Moura Campos.

A trajetória da Filhotes da X-9 no carnaval paulistano divide-se em duas partes distintas. Da sua fundação até meados da década de 1980, sua participação era tímida, inexperiente. A partir de 1986, observam-se as mudanças com Laurentino Borges Marques (Lauro) assumindo a presidência e estabelecendo uma diretoria mais atuante. Lauro ficou à frente da agremiação verde-vermelha-branca até novembro de 2001, quando faleceu, assumindo a presidência José Manoel Gaspar até abril/2013, onde passa a presidir André dos Santos.

Rumo ao Grupo Especial

Com nova administração, a X-9 assumiu um estilo arrojado e profissional. Resultado? Torna-se campeã em todos os grupos intermediários (IV, III, II e I), atingindo ao máximo, em 1995, com o enredo "Arco-Íris da Ilusão", seu objetivo: integrar o Grupo Especial das Escolas de Samba de São Paulo, sendo campeã em 1997 com o enredo "Amazônia, a Dama do Universo", fato inédito para uma escola de samba com apenas três desfiles no Grupo Especial.

Em 1998, com "Sonhos de um Cowboy Brasileiro", ficou com a nona colocação e, em 1999, com "Laços e Abraços no Mundo do Mercosul", ocupou o terceiro lugar. Já em 2000 levou o campeonato com a Vai-Vai, sacudindo o Sambódromo com o enredo "Quem É Você, Café?, em que contou o ciclo cafeeiro no Brasil acontecido didaticamente no período "inicial" de 1730 a 1770.

Em 2001, com o enredo "Estive Aqui, Lembrei-me de Você... Me Leva, Brasil!", classificou-se em terceiro. No ano seguinte, a agremiação entrou na avenida com o tema "Aceito Tudo... Quem Sou Eu? O Papel!", fez um desfile campeão, mas nem tudo deu certo. No início do desfile houve problemas com o som e houve atraso na cronometragem. No fim das contas, a X-9 ultrapassou 1 minuto de seu desfile e perdeu seis valiosos pontos que a levaria a dividir o título com a Gaviões da Fiel.

Em 2003, a escola entrou na avenida ao amanhecer com o enredo "Pi, Iê, Rê, Jeribatiba ou Pinheiros. A Deusa dos Rios Clama por Sua Preservação. Se Ele Muda de Curso, Pode Mudar Sua História", um samba contagiante que levantou os foliões. Mesmo fazendo um lindo desfile e sendo a favorita de sábado, na pesquisa Ibope/Rede Globo, a X-9 ficou com nota 9,5 do público (somente atrás da Gaviões da Fiel, com 9,7) e obteve a terceira colocação.

Enredos sempre diferentes

Em 2004, foi a vez do enredo "Se Vens à Minha Casa com Deus no Coração, Senta-se à Mesa e Coma do Meu Pão", que conquistou o vice-campeonato. No seguinte, em 2005, a dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó foi homenageada com o enredo "Nascemos para Cantar e Também Sambar" e, mais uma vez, a escola foi vice-campeã.

Já em 2006, com o tema "X da Questão", trouxe para a passarela todas as formas de se expressar o X e ficou em sexto lugar. Em 2007, um mar de cores invadiu o Anhembi! Era a X-9 Paulistana com o enredo "Força Brasil - O País Que Surge das Tintas Delira num Carnaval de Cores", conquistando a décima colocação.

Já o enredo de 2008, "O Povo da Terra Está Abusando. O Aquecimento Global Vem Aí... A Vida Boa Sustentável Pede Passagem", lembrou ao folião de um dos problemas mais sérios que o planeta vem vivendo, o aquecimento global, conseguindo o sexto lugar. Com intuito de uma Amazônia "carnavalizada", em 2009 a X-9 desfilou o tema "Amazonas, Conseguimos Conquistar com Braço Forte. Do Esplendor da Havea Brasiliensis à busca pela Terra sem Males" e também alcançou a sexta colocação.

Em 2010, apresentou os 100 anos da imigração portuguesa no Brasil com o enredo "Do Além-Mar a Herança Lusitana nos Une... Ora, pois, a X-9 Paulistana É Portuguesa com Certeza!", quando ficou em nono lugar.

Em 2011, a escola verde-vermelha-branca levantou o Sambódromo com o tema "De Eterna Criança a Embaixador da Esperança. Renato Aragão, Didi Trapalhão!"

Um grande Rally "invadiu" o anhembi em 2012, com o enredo: "Trazendo Para os Braços do Povo o Coração do Brasil. A X-9 Paulistana Num Grade Rally Desbrava Essa Gente Varonil". Uma grande competição que mostrou as fases de um Brasil que ninguém conhecia.

Em 2013, a X-9 Paulistana mostrou que São Paulo é a terra de todos com o enredo: "Se Pra Ter Diversidade Basta Viver em Harmonia. Sorria! Pois São Paulo Hoje é Só Alegria"

Em 2014, com o enredo: Insano, a X-9 apostou em um tema abstrato, inovou em toda concepção de carnaval da agremiação mas, não esperava a chuva que apareceu no meio do nosso caminho no dia do desfile. Os componentes que alí estavam para desfilar, sofreram com a forte chuva que caiu antes e principalmente durante o nosso desfile. Colocando assim, um desafio a todos os Xisnoveanos que estavam desfilando na passarela do samba. O mundo do samba, sentiu as dores do desfile da X-9 Paulistana, e mesmo assim, elogiaram o crescimento da escola, a evolução dos componentes mesmo naquela tempestade e dizendo que não merecíamos a colocação que ficamos.

Em um ano em que grandes cidades brasileiras passam por uma crise hídrica, a X-9 Paulistana inova mais uma vez e em 2015 trouxe o enredo: "Sambando na chuva, num pé d'água ou na garoa, sou a X-9 numa boa!", falando da chuva. Um carnaval surpreendente para os Xisnoveanos, um desfile belo e luxuoso que encantou o anhembi.

Quinta, 23 Julho 2015 16:27

História Tatuapé

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O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé nasceu no dia 26 de outubro de 1952, fundada por Osvaldo Vilaça, o Mala, e seus amigos. A escola tinha, nessa época, o nome de Unidos de Vila Santa Isabel, em referência e homenagem ao local onde foi fundada, a Vila Santa Isabel.

Em 1964, com a mudança da sede  para a Rua Antônio de Barros, a escola passa a chamar Acadêmicos do Tatuapé. Nesta época eram famosas as rodas de samba na Praça da Sé e a batucada da zona leste era muito respeitada nesses encontros.

Osvaldo Vilaça, o Mala, era muito amigo de Mano Décio da Viola, um dos fundadores do Império Serrano e um dos mais importantes compositores de sambas enredo da história do carnaval do Brasil, alguns  deles para a própria Tatuapé. Todos os anos Mala ia ao Rio de Janeiro para ajudar o amigo a armar os enredos da verde e branco de Madureira, com ele ia o figurinista Álvaro Ribeiro. Fruto dessa boa relação a Império Serrano foi a escola madrinha da Acadêmicos do Tatuapé.

A Tatuapé foi por duas vezes (1969 e 1970) terceira colocada no desfile do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo (na época Grupo I) com os enredos "Império Tropical" e a "A Cama de Gonçalo", respectivamente. Sua bateria, comandada por Mestre Sagui, apito de ouro do carnaval paulistano, era muito respeitada por sua cadência e criatividade.

Nos anos 1980 viveu uma fase de declínio, culminando em 86 com a paralisação de suas atividades. Em 1991, já com Roberto Munhoz na presidência, a azul e branco do Tatuapé iniciou a caminhada de volta ao cenário do samba paulistano. Em 92 volta aos desfiles no grupo de seleção (na época vaga aberta) que marcaram o começo de uma fase de três anos de sucessivos bons resultados (1 campeonato e 2 vice-campeonatos). Em 95 volta a desfilar no sambódromo paulistano, já no Grupo II da UESP.

Em 2003, a escola foi a Campeã do grupo de acesso, levando 3 notas dez em todos os quesitos, com o enredo "Abram alas para o Rei abacaxi", depois de 28 anos, finalmente voltando ao Grupo Especial de São Paulo, ficando na frente de escolas como Pérola Negra, Tom Maior, Imperador do Ipiranga e Mancha Verde, todas favoritas daquele ano.

Em 2004, no carnaval temático em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, a Tatuapé trouxe como seu enredo o próprio bairro, e um dos fatos marcantes, foi que a Tatuapé foi a única escola juntamente com a Império de Casa Verde a tirar 5 notas dez, no quesito de alegoria, um feito extraordinário se tratando de uma escola recém-chegada ao grupo Especial, terminando em 9º (nono) lugar, entre 16 escolas, à frente de grandes escolas, como Camisa Verde e Branco, Leandro de Itaquera, Unidos do Peruche, Gaviões da Fiel e Vai-Vai.

Já em 2005, com enredo sobre o Pará, não repetiu o bom resultado, terminado em décimo terceiro lugar. Porém, é de se destacar que nesse ano seu samba-enredo, muito agradável de se escutar na voz de Nilson Valentim, esteve entre as músicas mais tocadas nas rádios paraenses e, assim como em 2004, a Acadêmicos do Tatuapé desfilou com a maior ala de baianas do Brasil, eram 200 baianas em uma só ala, fato inédito até os dias de hoje. Naquele ano a escola desfilou com 4.000 componentes, uma das maiores daquele ano.

Em 2006, com o tema Cooperativismo, a escola teve dificuldades  financeiras, e acabou rebaixada, porém ganhou o Troféu Nota 10, promovido pelo jornal Diário de S. Paulo, nas categorias Melhor Bateria e Melhor Mestre-Sala e Porta-Bandeira e teve um dos melhores intérpretes da nova geração, Celson Mody "Celsinho", que neste mesmo ano ganhou o Prêmio de Melhor Intérprete SASP do Grupo Especial. No grupo de acesso em 2007 e 2008, onde conseguiu apenas dois sextos lugares. Em 2008, recebeu certo destaque na mídia por ter criado o cargo de "Rei da Bateria".

Para o carnaval de 2009, a escola trouxe como rainha de bateria a ex-BBB Jaqueline Khury e cinco anos depois, faz novamente uma homenagem a seu bairro, em enredo desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Carneiro. Mesmo assim, a escola terminou na 8ª colocação, com 329 pontos e desfilaria pelo Grupo de 1 da UESP, em 2010.

Em 2010, uma nova história se inicia na Tatuapé, com o retorno de Diretores afastados da escola desde 2007, com destaque para Eduardo dos Santos, Erivelto Coelho e Antonio Castro, entre outros, resgataram a auto estima da escola, trazendo vários amantes da agremiação de volta, trazendo também para seu time de canto Royce do Cavaco e com o Tema das estações do ano, conseguiu ser Campeã do Grupo I da UESP, ficando 2 pontos e meio a frente da segunda colocada, lembrando que as notas foram fracionadas, isto significa uma distância considerável, retornando assim para o Grupo de Acesso.

No ano de 2011, a escola do Tatuapé contratou o conceituado intérprete Preto Jóia, que fez um ótimo trabalho e trouxe como enredo "O domingo é especial". Foi a 2ª escola a desfilar em 06 de março de 2011, um domingo, levando à avenida um dos sambas mais comentados pela crítica e ganhando uma pesquisa popular do site SASP, como melhor samba-enredo do Grupo de Acesso, mas ficou em 6º lugar com 263,00 pontos, se mantendo neste grupo.

Em 2012 homenageou a cantora Leci Brandão e os próprios 60 anos da Tatuapé, com o enredo "Da arte do samba, nasci pra comunidade, defesa e essência. Sou guerreira". Para desenvolver o enredo, a agremiação contratou o carnavalesco Mauro Xuxa e o intérprete "Vagner Mariano dos Santos", o Vaguinho, às vésperas de gravar o CD oficial do Samba-Enredo. A final do samba ficou marcada na história da escola, com a presença da grande homenageada "Leci Brandão", que esteve ativamente participando dos preparativos, torcendo, incentivando a comunidade a dar o melhor de si e agradecendo a todo momento essa homenagem. No desfile oficial, a cantora, compositora e atualmente deputada estadual, foi aplaudida de pé pelos presentes no Anhembi. A Comissão de Frente trouxe guardiões e um casal de gafieira, além do primeiro casal de MSPB, Diego e Jussara, estreando na escola e já ganhando o Prêmio de melhor casal do grupo de acesso de 2012 do Troféu nota 10, do jornal Diário de S. Paulo. O veterano intérprete Vaguinho cantou o hino da azul e branco com extrema categoria.

A bateria de Mestre Higor acompanhou o samba com muita cadência, destaque para o naipe de chocalhos que deram um tempero todo especial à batucada. As alegorias e fantasias retrataram a vida e obra da artista; o seu nascimento, representado no abre alas, a trajetória musical e artística e sua ligação com a Estação Primeira de Mangueira. Um dos destaques foi a passagem da ala das baianas, que com muita simpatia e dedicação, mesmo com o horário avançado da madrugada, emocionaram o público. Um desfile compacto e o bom trabalho da harmonia garantiram uma apresentação tranquila e sem problemas. A grande homenageada veio na última alegoria. Neste ano ficou em 2º lugar do grupo de acesso de São Paulo, com 179,3 pontos de 180 pontos possíveis. A escola retorna para a elite do Carnaval paulistano.

Em 2013 a escola foi responsável por abrir a primeira noite de desfiles do Grupo Especial, programado para a noite de sexta-feira, dia 8 de fevereiro, com desenvolvimento do carnavalesco Mauro Xuxa, que pelo segundo ano coloriu a avenida com o enredo "Beth Carvalho, a madrinha do samba". Um ano histórico, e com certeza um dos maiores desfiles da história da agremiação, um carnaval muito bem planejado e inteligentemente executado. Das escolas que abriram o desfile da sexta-feira de carnaval em 13 anos apenas 4 conseguiram se manter no grupo especial e a Tatuapé foi uma delas.

Um desfile feito com muito cuidado, tendo 5 alas maquiadas, 2 carros alegóricos com grupos coreográficos, todos os calçados da escola foram decorados um a um, uma ala musical com mais de 30 pessoas no coral, teclado, mais de 5 mil rolos de espelhos utilizados, fantasias muito bem acabadas, justificando a nota 30. Enfim, mais um desfile memorável.

Em 2014 a Acadêmicos do Tatuapé teve a incumbência de fechar o desfile de carnaval de São Paulo, sétima escola a desfilar no sábado de carnaval, a escola fez bonito, com o enredo “Poder, fé e devoção. São Jorge Guerreiro”, 2.500 componentes divinamente fantasiados, carros alegóricos com sofisticado acabamento, alas coreografados, casal de mestre sala e porta bandeira em perfeita sintonia, bateria Qualidade Especial sendo a única a tirar nota máxima, ala musical esbanjando competência e cantando o samba, que para muitos entendedores de carnaval, foi um dos melhores do ano, a escola, cumprindo a risca o desejo de sua diretoria, fez o melhor desfile  de sua vida, chegando a ficar à frente em quase toda apuração, encerrado o sétimo dos nove quesitos validos o Tatuapé era o líder isolado na apuração, a sexta colocação ao final da apuração foi muito comemorada, merecidamente, por toda comunidade tatuapeense.

Para 2015 a escola prepara outro grande desfile, mais luxuoso e ainda maior que o desfile anterior, com o enredo “Ouro, símbolo da riqueza e da ambição” a escola conta com a força de sua comunidade, com a alegria de seu povo e com a competência de seus profissionais para fazer, mais uma vez, o melhor desfile de sua vida e, dessa vez, conquistar o título tão sonhado.

Quinta, 23 Julho 2015 15:47

História Nenê de Vila Matilde

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O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade de São Paulo.

Foi fundada em 1949 por Seu Nenê, que foi presidente da escola por 47 anos, até passar o comando da entidade, em 1996, para seu filho, Alberto Alves da Silva Filho, em razão de alguns problemas de saúde. Mesmo assim continuou a desfilar em todos os anos seguintes. Seu Nenê faleceu em 20102 deixando vaga a lacuna de grande patriarca do Carnaval de São Paulo e recebendo de todos a admiração merecida por ter construído uma das maiores festas da cidade.

A Nenê possui onze títulos do Carnaval de São Paulo, entre eles dois tricampeonatos. Até 2000 ela foi a escola com mais títulos do carnaval da capital de São Paulo, fato este que corou a escola como "A Campeã do Século" . Em entrevista após o desfile de 2004, seu Nenê declarou que os dois maiores orgulhos que a escola lhe proporcionou foram o desfile na Marquês de Sapucaí no Rio em 1985 e a viagem a Portugal.3 A Nenê ainda tem orgulho de ser afilhada da Portela, escola do Rio de Janeiro, e ter protagonizado a primeira roda de samba televisada em 1970, quando a TV exibiu para todo o Brasil esse batizado. Também foi a primeira escola de samba a possuir uma quadra coberta, inaugurada em 1968.

A escola foi fundada por um grupo de sambistas que na década de 40 faziam rodas de samba no Largo do Peixe, no bairro da Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo. No dia 1º de janeiro de 1949, ao tentar registrar e assinar a ata de fundação, as pessoas que viriam a ser os grandes baluartes da agremiação perceberam que tinham esquecido do mais importante: o nome da escola. Estavam todos muito nervosos com a situação, surgiram algumas ideias, como Unidos do Marapés e Primeiro de Janeiro, mas nenhuma delas agradou a todos. O homem que trabalhava no cartório peguntou quem era aquele negro alto que enquanto todos discutiam o nome da escola tocava o seu pandeiro tranquilamente. Responderam-lhe que era o Nenê. O funcionário então sugeriu que o nome da escola fosse Nenê de Vila Matilde.4 A Nenê já nasceu como escola de samba, ao contrário de algumas das outras grandes escolas de São Paulo, como Camisa e Vai-Vai, que foram fundadas como cordões. Nos anos 50 e 60, junto com outras escolas da época, como a Lavapés e a Unidos do Peruche, ajudou a criar a identidade do carnaval da cidade propiciando o crescimento dessa festa paulistana.

No último sábado foi definida a ordem do desfile do Carnaval 2016. m evento realizado no sambódromo do Anhembi na noite do último sábado, dia 20, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo realizou o sorteio que definiu a ordem dos desfiles do Grupo Especial e Acesso do Carnaval paulistano de 2016.

O Águia de Ouro será a terceira Escola a desfilar no primeiro dia de desfile, sexta-feira, 05/02/2016. Confira a ordem:

Grupo Especial - sexta-feira, 5 de fevereiro

1ª - 23h15 - Pérola Negra
2ª - 0h25 - Unidos de Vila Maria
3ª - 1h35 - Águia de Ouro
4ª - 2h45 - Rosas de Ouro
5ª - 3h44 - Nenê de Vila Matilde
6ª - 4h55 - Gaviões da Fiel
7ª - 6h05 - Acadêmicos do Tatuapé

Grupo Especial - sábado, 6 de fevereiro

1ª - 22h30 - Unidos do Peruche
2ª - 23h20 - Império de Casa Verde
3ª - 0h30 - Acadêmicos do Tucuruvi
4ª - 1h40 - Mocidade Alegre
5ª - 2h50 - Vai-Vai
6ª - 4h00 - Dragões da Real
7ª - 5h10 - X-9 Paulistana

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